Marilyn Monroe, fama e frustrações

Por Sabrina de Souza

Considerada sexy symbol do século 20, Norma Jeane Mortenson, ou Marilyn Monroe, foi uma das mulheres mais famosas do mundo hollywoodiano. No último dia 1º, se estivesse viva, Marilyn faria 92 anos. De beleza e talento extremo, a atriz brilhou em sua carreira como atriz e modelo.

Em agosto deste ano, faz 56 anos da morte de Marilyn. A famosa atriz marcou o mundo com algumas marcas características de sua aparência que viraram ícones, como o batom vermelho, a pinta perto da boca, o loiro de seus cabelos, e o vestido branco esvoaçante do filme “O Pecado Mora ao Lado” (1955) , além de protagonizar histórias de amor e frustração durante sua carreira.  

História de vida

Apesar da beleza extrema, Monroe reclamava que não a levavam a sério em alguns momentos. Foto: Reprodução

Criada em meio a casas de família e orfanatos, Norma Jeane passou a maior parte de sua infância sem conviver com a mãe, pois ela costumava ser internada por  problemas psicológicos, além de nunca ter conhecido o pai. Em 1937, a artista se mudou para a casa de uma amiga de seus familiares, Grace Mckee Goddard. Porém, a família teve que se transferir para a Costa Leste e não tinha condições financeiras para levar Norma. Assim, aos 7 anos, ela volta para orfanatos, onde foi abusada sexualmente várias vezes.

Aos 16, no auge de sua juventude, Jeane decide se casar com James Dougherty, de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. Após dois anos do matrimônio, James teve que seguir sua carreira na Marinha e partir para o Pacífico Sul, deixando sua esposa.

Com isso, Monroe foi trabalhar em uma fábrica de munições em Burbank, Califórnia, onde foi descoberta por um fotógrafo que deu início à sua carreira como modelo. Quando Dougherty voltou do Pacífico, ela já tinha uma carreira bem-sucedida como modelo.

Estrelato

Marilyn Monroe com 16 anos. Foto: Reprodução

Poucos meses antes de assinar seu primeiro contrato cinematográfico, em 1946, Norma pede o divórcio. Anos depois, ela afirmou que seu relacionamento com Dougherty não tinha afinidade ou assuntos em comum para conversarem. Seu primeiro contrato foi em 26 de agosto com a Twentieth Century Fox. A partir disso, Norma Jeane, então aspirante a atriz, tinge o cabelo de loiro e muda seu nome para Marilyn Monroe.

Mas, até os anos 1950, sua vida como atriz não decolou. Sua estreia no cinema foi com um pequeno papel em “The Shocking Miss Pilgrim“, em 1947. No mesmo ano, participou de “Torrentes de Ódio” e “Idade Perigosa”. Depois, a Fox cancelou seu contrato e Marilyn foi para a Columbia, onde permaneceu por seis meses.

Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. Depois de várias tentativas na vida de atriz, Monroe conseguiu decolar na carreira após ensaios fotográficos para a capa da revista Playboy, nos quais expunha sua sensualidade. Símbolo de liberdade feminina para alguns, para outros Monroe era vista como um retrato de liberdade oprimida:  uma mulher bonita que se restringiu à sua imagem.

No ano de 1951, fez seu primeiro papel de destaque com “O Segredo das Viúvas”, de Scott Corbett. Nos anos seguintes, conseguiu papéis em filmes importantes, como “O Inventor da Mocidade”. Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em “Como Agarrar um Milionário” (1953); “Os Homens Preferem as Loiras” (1953); “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), além de outros sucessos.

Confira alguns filmes da Marilyn Monroe:

Infográfico: Sabrina de Souza

Polêmicas

Já em 1954, Marilyn se casa novamente, agora com um ex-jogador de beisebol, Joe DiMaggio, famoso astro esportivo dos Estados Unidos. Porém, o casório não durou muito. DiMaggio não aguentou a exposição da esposa e, em outubro do mesmo ano, veio o divórcio. Em 1956, Marilyn se casa novamente, agora com o dramaturgo Arthur Miller. Contudo, a aliança também não vingou e, em 1961, o casamento termina após Marilyn ter um aborto. No mesmo ano, a atriz protagoniza “Os Desajustados”, que foi seu último filme.

Marilyn Monroe em “Os Desajustados”. Foto: Reprodução

Em 1962, em meio às filmagens de “Something’s Got to Give“, Marilyn é demitida por seus atrasos. Nessa época, Marilyn aparentava estar doente e muito instável. Após algumas negociações com o diretor Billy Wilder, a atriz iria recomeçar no set de gravações, mas isso não aconteceu.  

Uma aparição inesquecível na vida de Marilyn foi quando performou “Happy Birthday, Mr. President” de forma sensual para o então presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou o suposto envolvimento amoroso entre os dois. Quatro meses depois daquela data, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua cama ao lado de um vidro de comprimidos para dormir, o que daria ideia de óbito por overdose medicamentosa.

Mas, quando a polícia chegou ao local da morte, encontraram a casa vasculhada por agentes do Gabinete Federal de Investigação (FBI), o que propõe uma morte “encomendada”. Principalmente, pelos supostos envolvimentos da estrela com os irmãos Kennedy e o quanto ela sabia sobre o governo. Algum tempo depois, a governanta da casa mudou seu depoimento diversas vezes em relação à morte de sua chefe. Além disso, os atuais habitantes da antiga casa acharam escutas escondidas no telhado, que aumentaram as especulações.

Marilyn faleceu aos 36 anos, aparentando, além da sensualidade, uma vulnerabilidade afetiva nunca notada.  “Somente fragmentos de nós um dia alcançarão fragmentos de outros – é esta a verdade do outro e de qualquer um. Nós podemos apenas compartilhar fragmentos acessíveis ao conhecimento. Como na natureza. No mais, é apenas solidão”, escreveu Marilyn Monroe em um de seus poemas presentes na autobiografia “Fragmentos”.

“Somente fragmentos de nós um dia alcançarão fragmentos de outros – é esta a verdade do outro e de qualquer um (Marilyn Monroe)

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