A eterna elegância criada por Audrey Hepburn

por Thomás Regueira

Há 25 anos, no dia 20 de Janeiro de 1993, o mundo se despedia de um dos maiores ícones do cinema clássico de Hollywood, a atriz belga Audrey Hepburn. A artista faleceu aos 63 anos devido à um câncer de apêndice. Ela é até hoje uma referência de moda, beleza e elegância. Valores que foram eternizados no filme “Breakfast at Tiffany’s” (Bonequinha de Luxo, no Brasil), de 1961. Ao longo de sua carreira, foi indicada ao Oscar cinco vezes, vencendo duas estatuetas. Além disso, também venceu o Globo de Ouro, o Emmy, o Tony, Grammy, entre outros prêmios de destaque no cinema, sendo a quinta artista e terceira mulher a ganhar as quatro principais premiações do entretenimento norte-americano.

 

Audrey com sua mãe Ella van Heemstra. Foto: reprodução

No entanto, quem a conhece no glamour dos filmes, não imagina o sofrimento que ela enfrentou durante a vida. Audrey Kathleen Hepburn-Ruston nasceu no dia 4 de maio de 1929, em Bruxelas, na Bélgica. Filha de um britânico e de uma holandesa, viveu na pele o drama marcado pela Segunda Guerra Mundial. Ela e sua mãe divorciada, Ella van Heemstra, viveram na Holanda para fugir da guerra. Lá, Audrey chegou a passar fome, chegando a comer grama e tulipas para sobreviver, o que fez com que ficasse subnutrida, algo que lhe marcou pela vida toda.

Com o fim da guerra, ela e a mãe se mudaram para Londres, onde Audrey conseguiu ingressar em uma prestigiada escola de ballet. Seu grande sonho era ser bailarina. Mas, por causa de seu porte físico, alta e muito magra, teve que abrir mão deste esse sonho e começou a procurar atividades para lhe garantir sustento financeiro. Assim, descobriu a atuação.

Audrey estreou no cinema em 1948 com o filme-documentário holandês “Dutch in Seven Lessons”. Em 1953, fez sua estreia em Hollywood com o filme “Roman Holiday” (A Princesa e o Plebeu, no Brasil), longa que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz. A partir daí, fez diversos outros filmes e se tornou uma das mais aclamadas atrizes de todos os tempos.

 

Apesar do sucesso nas telas, em sua vida amorosa, Hepburn foi bastante frustrada. Se casou três vezes durante a vida: a primeira vez com o ator estadunidense, Mel Ferrer, depois com o aristocrata e psiquiatra italiano, Andrea Dotti e, por fim, com o ator holandês Robert Wolders que, segundo Hepburn, foi o “o grande amor da sua vida. A atriz teve dois filhos, fruto dos dois primeiros casamentos, Sean Hepburn Ferrer e Luca Dotti. Porém, chegou a sofrer diversos abortos espontâneos na tentativa de ser mãe, fazendo com que sofresse de depressão e de ansiedade.

Audrey Hepburn em escola carente do Bangladesh. Foto: reprodução

Nos seus últimos anos de vida, a partir de 1987, se tornou embaixadora da Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) devido à uma dívida pessoal que tinha com a organização, pois foi a “United Nations Relief and Rehabitation Administration” (posteriormente UNICEF) que esta lhe forneceu comida durante a Segunda Guerra. Ela passou bastante tempo viajando para países assolados pela fome e, postumamente, ganhou um Oscar devido ao trabalho humanitário. Um fator que lhe ajudou nesse trabalho foi seu domínio de várias línguas estrangeiras, falava fluentemente alemão, inglês, francês, italiano, espanhol e neerlandês.

O último filme em que Audrey Hepburn atuou foi “Além da eternidade”, de 1989, no qual fez uma aparição especial como um anjo. Fora isso, ela se dedicou somente a viajar o mundo participando de missões humanitárias e promovendo palestras e concertos com causas. Em janeiro de 1993, faleceu em Vaud, na Suíça, por causa de um câncer terminal de apêndice, aos 63 anos. Ela era considerada a mais bela de todas, e as pessoas a amavam muito. É inspiradora, um ícone de elegância. Seu estilo e vibração continuam a cativar e encantar o público, jovens e velhos. Em todo o mundo seu legado continua.

Alguns filmes que valem a pena conferir:

Infografia: Thomás Regueira

 

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