Paraquedismo domina os céus de Fortaleza

Por Layo Lucena  

“O paraquedismo não é um esporte novo, mas a disponibilidade da modalidade para a população, em geral, é relativamente recente”, afirma Rafael Almeida, 31, mais conhecido em seu ramo como Martin Cruisk, paraquedista desde 2013 e instrutor homologado pela Associação de Paraquedismo dos Estados Unidos (USPA) e pela Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq). O profissional acredita que a procura pelo esporte radical aumentou no Norte e, principalmente, no Nordeste. O paraquedismo, considerado um esporte radical, está cada vez mais presente em Fortaleza. Na capital, quatro empresas  são responsáveis pela modalidade.

Paraquedistas mostram Fortaleza de cima durante salto na Praia do Futuro. Fonte: Tribuna do Ceará

Segundo o instrutor, nos últimos anos, com o aumento na divulgação, ampliou a procura pelo desporto. Antigamente os saltos eram sazonais, ou seja, realizados somente algumas vezes ao ano. Hoje, o esporte é praticado todo fim de semana. Com essa mudança no cronograma, expandiu ainda mais a procura pela modalidade.

De acordo com Martin Cruisk, o cenário em Fortaleza é positivo. “Com mais pessoas procurando, a modalidade cresce, possibilitando acessibilidade a outras pessoas interessadas”, afirma. Atualmente, o paraquedismo está sendo visto como um esporte seguro. Com cursos preparatórios, treinos, equipamentos  e instrutores, a modalidade ganha força.

Experiências

Para o estudante Leo Moreno, 21, a adrenalina foi herdada da família e o encantamento com o esporte o levará, em breve, para um curso de preparação para os primeiros saltos solo. “Desde pequeno conheço paraquedismo, é um hobbie de família”. “A experiência é única, não consigo descrever”, afirma Leo, que só saltou em dupla uma única vez e já foi o suficiente para querer repetir a dose .

Apesar de ser um esporte com maior grau de risco físico, Leo acredita que é “tranquilo” e espera, ao fazer o curso de paraquedismo, manter a tradição da de família Moreno.

O instrutor Martin Cruisk espera que, para os próximos anos, o paraquedismo tenha um reconhecimento bem maior no mundo dos esportes. “Na televisão, há um canal que trata de paraquedismo”, conta. Segundo ele, o canal ajuda a desmistificar o paraquedismo como um esporte de pessoas “loucas”. “Daqui pra frente, com o conhecimento que a modalidade é segura, a tendência é ampliar ainda mais o esporte”, declarou Cruisk.

Riscos

Salto de paraquedas na Beira-Mar, Fortaleza. Foto: Reprodução

O paraquedismo é um esporte que contém um perigo natural. Existem dois motivos para ainda acontecer alguns acidentes no esporte: falta de atenção no altímetro (dispositivo que avisa a altura certa de acionar o paraquedas). Essa situação faz com que o paraquedista perca a noção da altitude e a dificuldade em abrir o equipamento, que muitos novatos na modalidade enfrentam. Porém, atualmente, a maioria dos acidentes são por negligência do atleta.

“O paraquedismo é um esporte de risco, assim como vários outros esporte e atividades, porém o paraquedismo é uma modalidade de risco controlado”, declara Martin. A cada seis meses, o equipamento deve ser checado por um profissional especializado. Em um salto normal de paraquedas, o equipamento é checado três vezes: o primeiro é quando o atleta se equipa, segundo ao embarcar no avião e o terceiro antes do salto. “Tenho 922 saltos, quase seis anos na modalidade e nunca tive nenhum incidente”, conta o instrutor.  

Um comentário em “Paraquedismo domina os céus de Fortaleza

  • 20 de junho de 2018 em 07:59
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    QUE MATÉRIA!!!! SENSACIONAL!!! LAYO MUITO BEM…!!! CONTINUE SEMPRE ASSIM!!!OK!!!

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