Grupo musical explora diferentes ritmos culturais

Por Melissa Carvalho

A doçura da flauta comanda o grupo Sons do Silêncio,  a percussão, o violão e o teclado completam a formação. Daniel Rodrigues, Átila de Paula, Reinaldo Cordeiro e Alex Nunes, são os quatro integrantes. O grupo, da cidade de Cabaceiras, na Paraíba, surgiu depois de uma apresentação com uma única música, no ano passado. A canção escolhida foi ‘El condor pasa’. “Eu só sabia ela [a música] na flauta. Foi o maior sucesso. Depois disso, eu passei a aprender outras músicas e convidei os outros para fazer parte do grupo”, lembra Daniel Rodrigues.

Sons do Silêncio durante apresentação para o grupo de alunos do Projeto Pau de Arara, em Cabaceiras, na Paraíba. Foto: Everton Lacerda/FotoNIC

A mistura de ritmos nativo americanos, indígenas peruanas e astecas, sem presença vocal, resulta em uma música calma e envolvente. Rodrigues é o principal responsável por essa mistura ao combinar vários tipos de flautas durante a música, pois cada uma representa um estilo diferente. Flauta de Pã, Quena, Tin Whistle e o apito da morte, são alguns dos modelos usados. “Foi por influência do meu professor de flauta, Átila de Paula. Ele já escutava esse tipo de música, e eu já me interessava. Ele me mostrou o caminho”, declara Rodrigues.

Agora, já consolidado, o grupo pretende seguir com as apresentações em conjunto e adapta músicas famosas para o estilo, como“My heart will go on”, de Celine Dion, e “Hallelujah”, de Leonard Cohen. Daniel Rodrigues é o responsável pelas escolhas e conta com a ajuda dos outros integrantes para arranjos na flauta.

Os integrantes

Daniel Rodrigues começou a estudar flauta para aprender a ler partitura. Além disso, também toca violão e guitarra. “Mas eu formei o grupo com a intenção de tocar flauta”, afirma Rodrigues. Átila de Paula, professor de música e de flauta, foi o primeiro a ter contato com esse estilo de música indígena. Reinaldo Cordeiro é musicista e professor de violão, inclusive de Daniel Rodrigues. Alex Nunes é o percussionista da cidade de Cabaceiras .

Aperte o play para conhecer o som da banda:

 

Os tipos de flauta

A flauta de pã é formada por uma estrutura de tubos ligadas lado a lado. Os tubos têm tamanhos diferentes e são dispostos de forma crescente. Este modelo surgiu na Grécia Antiga e acredita-se que seja um dos primeiros instrumentos de sopro. Hoje, é usada por grupos folclóricos da América do Sul, especialmente da Bolívia e do Peru.

Apito da morte. Foto: reprodução

A flauta quena tem seis furos e consegue atingir uma escala de três oitavas. Teve sua origem na América Latina e possui papel importante na cultura peruana e andina. Tin Whistle ou Pennywhistle é uma tipo de flauta irlandesa e tem um tamanho menor. Geralmente, é feita de metal e se estende em uma escala de até duas oitavas. O apito da morte foi idealizado pelos astecas, no México, entre os século XIV e XVI. O instrumento de sopro produz um som aterrorizante e era utilizados como arma pelo povo asteca.

 

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