Unifor apresenta evento “Desconstruindo Preconceitos”

Por Yasmim Rodrigues

“Piramidais expostos no hall do bloco B traziam informações importantes sobre o tema”. Foto: Yasmim Rodrigues

A Universidade de Fortaleza (Unifor) promoveu o evento “Desconstruindo Preconceitos”, ontem e hoje (06/06) no hall do bloco B. Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre diversas formas de preconceito, a universidade promove debates sobre o tema para que, dessa forma, seja possível enfrentar o problema.

O acontecimento, idealizado pela professora de Psicologia, Luciana Maia, faz parte da mostra de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Centro de Ciências da Saúde (CCS). “O objetivo é trabalhar em cima do tema [preconceito], para que as pessoas aprendam não a lidar com isso, mas contra isso”, afirma Juliana Cruz, 25, estudante de Psicologia.

Origem do Evento

“No semestre passado, eu fiz uma pesquisa no meu estágio em educativos sociais sobre preconceito na Universidade. Colhi diversas informações e, a partir dessa pesquisa, surgiu a ideia de fazer uma intervenção”, conta a organizadora do evento e concludente do curso de psicologia, Gabriela Costa, 25.

Ela afirma que recebeu apoio de diversos setores da Universidade, como o Programa Tutorial Acadêmico (PTA); o Núcleo de Pesquisa de Ciências (NUPESC); a Pós- Graduação da Unifor; a diretoria do CCS; o Grupo Uniartes, e Grupos de estudo sobre racismo e gênero. “Todo mundo ajudou bastante e conseguimos fazer aqui uma instalação que coloca o preconceito em questão. Ele [preconceito] pode ser combatido de diversas formas e a informação é uma delas”, afirma Gabriela.

“Boneca produzidas em parceria com o curso de moda”. Foto: Yasmim Rodrigues

Ainda de acordo com ela, a ideia era convocar as pessoas da universidade de diversas formas diferentes e abordar as mais variadas formas de preconceito. “Nos cartazes, tem frases de preconceito sutil, porque o que a gente percebe é que, na sociedade o preconceito não aparece de forma escancarada. Segundo a estudante, isso é feito de forma velada é, às vezes, é mais danoso do que o de forma escancarada,  “quando é escancarado, a gente tem formas mais efetivas de combatê-lo. Quando não, ele fica oculto, maquiado”, conta.

De acordo com ela, trazer essa reflexão é, também, uma forma de combate. “A gente espalhou as frases de preconceito sutil pela universidade como forma de divulgar e também de intervir. A ideia do evento é que ele seja um “pontapé inicial”, informa. “Tem gente pensando sobre isso aqui, existe gente querendo fazer mudança. Espero que isso se propague de outras formas”, conclui a aluna Gabriela.

Arte no evento

Durante os intervalos das apresentações, foram realizados diversas manifestações artísticas baseadas no assunto do evento. “Eu acho muito formidável a proposta, o preconceito se estende em todos os lugares. É muito gratificante poder participar de forma direta”, afirma o artista Reiges Jairo, 33, que apresentou hoje, dia 06, sua performance “Cinzas com Domínio”.

“Eu quis trazer uma ideia que, por mais que você receba o preconceito e se torne cinzas diante dele, você tem como voltar a ser o que você é”, conta. O artista salienta que é importante não jogar o preconceito de volta, mas sim, desenvolver, trabalhar e dialogar sobre o tema e sobre como ele acontece sem que as pessoas percebam. “É importante que isso possa se estender não só nesse evento, mas que também consiga alcançar pessoas que não puderam participar”, acredita.

 

Além de Reiges, o evento também contou com um show de Palhaçaria com artistas do grupo Uniartes.

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