5+ artistas pernambucanos no cenário musical

Por Levi Aguiar

A cultura pernambucana é um destaque para o país. O estado é conhecido por sua capital Recife e pelo município de Olinda, ambos visados e representantes das maiores folias no carnaval. Olinda é mundialmente conhecida pelo desfile dos bonecos com mais de dois metros de altura que saem às ruas junto aos foliões. Um patrimônio imaterial do Estado que se destaca é o frevo, uma das manifestações mais características e genuínas do Carnaval de Pernambuco.

Alguns artistas se destacam por trazer a regionalidade para a sua arte, como o sotaque e o ritmo singular. Alceu Valença, Bezerra da Silva, Chico Science, Di Melo, Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Lenine e Reginaldo Rossi são algumas personalidades mais conhecidas nacionalmente do Estado de Pernambuco. Estes artistas representam a riqueza da cultura local numa perspectiva atual. O JornalismoNIC listou cinco artistas pernambucanos que atuam no cenário da música atual:

Academia da Berlinda

Banda Academia da Berlinda. Foto: reprodução

Em 2004, sete amigos de infância, criados nos quintais da Cidade Alta, decidiram mandar para berlinda suas experiências musicais. A ideia era descontrair festas de amigos, mas o primeiro show reuniu mais de 250 pessoas no casario de Olinda, localizado na Rua do Bonfim.

Hoje, a “Academia da Berlinda” é um grupo inspirado em Olinda, no cotidiano e na boêmia. A discografia da banda é um convite  para dançar agarradinho. Com influência pernambucana e afro-caribenha, as letras compõem uma academia de referências musicais, como o frevo, coco, maracatu, cavalo marinho, ciranda, forró, cumbia, afrobeat e carimbó. Seus álbuns são: Academia da Berlinda lançado em 2007, Olindance (2011) e Nada Sem Ela (2016).

 

Karina Buhr

Cantora Karina Buhr. Foto: reprodução

Cantora, compositora, ilustradora, cronista, poeta e atriz. Karina é nasceu em 1974, e começou a cantar em 1992 nos grupos de maracatu. Integrou a banda Eddie, formou a banda Comadre Fulozinha e participou em discos da banda Mundo Livre S/A. Tem três álbuns solo: Eu menti pra você (2010), Longe de Onde (2011) e Selvática (2015), além de ter lançado, em 2015, o livro “Desperdiçando Rima”.

Seu último álbum, o Selvática, tem uma abordagem de militância feminina. O título foi tirado da Bíblia: “No começo do mundo, na Bíblia, os animais criados eram selváticos. Eu queria que as mulheres fossem também selváticas. A visão feminina da Bíblia é ligada a traição e fraqueza, enquanto as mulheres mais legais eram as virgens. Fiz letra de selváticas com o intuito de reescrever a história das mulheres”, afirmou em entrevista ao Estúdio Showlivre.

Otto

Cantor Otto. Foto: reprodução

Otto é um cantor que esteve em constante contato com a diversos gêneros musicais, o caracterizando como um cantor de ritmos diversos. Durante a sua carreira, ele morou dois anos na França, tocou um tempo com a “Nação Zumbi”, mas a sonoridade do Mundo Livre S.A. estava mais próxima do que Otto desejava alcançar. Ele traz em suas músicas temas relacionados aos sentimentos e ao contexto social atual.

Otto gravou seis álbuns, sendo eles: Samba pra Burro (1998), Condom Black (2001), Sem Gravidade (2003), Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009), The Moon 1111 (2012), Ottomatopeia (2017).

 

Johnny Hooker

Cantor Johnny Hooker. Foto: Roberto Filho/Divulgacão

Johnny Hooker é cantor, compositor e ator. Atuou em filmes como Tatuagem, lançou seu primeiro e segundo disco solo, “Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!” (2015) e “Coração” (2017). Foi vencedor do Prêmio de Música Brasileira como Melhor Cantor de Canção Popular, em 2015. Além do gingado pernambucano, Johnny diz que tem em suas principais referências,  Madonna, David Bowie e Caetano Veloso.

Seus discos trazem o drama, a tragédia, a “dor de cotovelo” e a superação amorosa como principal inspiração. O personagem encontrou essa forma para contagiar seus fãs.

 

Alessandra Leão

Alessandra Leão. Foto: reprodução

Alessandra é uma compositora, cantora e percussionista. Foi uma das integrantes e fundadoras da banda Comadre Fulozinha. Tem 20 anos de carreira e começou sua trajetória solo em 2006 com o álbum “Brinquedo de Tambor” e, em 2009, lançou o disco “Dois Cordões”, além de Pedra de Sal (2014), Aço (2015) e Língua (2015). Desde o início dos anos 2000, faz apresentações na Europa, América Latina, América do Norte.

 

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