A Copa de 2018 acontece na Rússia, mas impacta a economia em Fortaleza

Por Layo Lucena

A Copa do Mundo foi um evento criado em 1930, realizado a cada quatro anos em um país sede diferente. Em 2018, a sede será na Rússia. Mesmo sendo realizado no outro lado do planeta, o evento poderá mudar significativamente a economia da capital cearense. Segundo o economista, Alisson Martins, 35, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor),  o torneio trará mudanças visíveis nos próximos meses.

Logo da Copa do mundo de 2018. Foto: Reprodução

“Em termos econômicos existem impactos, como por exemplo, o comércio, seja na compra de tecido, vestuário, mas principalmente o elevado aumento no consumo de eletrodomésticos, em especial, televisores. Geralmente, é nessa época que a procura aumenta. As pessoas querem assistir os jogos, em uma televisão de maior qualidade e tamanho”, declarou o economista.

Crise econômica

Apesar da Copa, muitos vendedores temem a atual situação econômica e política para investir em seus negócios. “Eu vejo que é um negócio que tem que ter uma reserva, porque caso você não venda, ao passar a Copa, a procura cai. Com isso, não vendo todo o material, o que pode me causar prejuízo”, revelou o vendedor e atleta Léo Amora, 23.

O também professor da Unifor e economista Ricardo Eleutério, 58, opinou “o cálculo econômico é sempre muito difícil, porque estamos passando por uma série de invariáveis econômicos e políticos. O ambiente de incerteza é bastante desfavorável para a atividade econômica”. Segundo ele, apesar de toda a expectativa favorável  em volta da Copa, o Brasil ainda está passando por um momento “nebuloso” na economia e na política.

No entanto, o economista Alisson Martins afirma que é possível aproveitar esse momento de Copa para investir. “Se você tiver uma estratégia inteligente, entregando produtos de qualidade, com custo-benefício adequado, com certeza o produtor terá uma perspectiva positiva para os meses de junho e julho, em comparação a 2016”. Para ele, o sentimento de Copa do Mundo traz muita emoção e isso faz com que as pessoas gastem mais.

“Se você tiver uma estratégia inteligente, entregando produtos de qualidade, com custo-benefício adequado, com certeza o produtor terá uma perspectiva positiva para os meses de junho e julho, em comparação a 2016” (Alisson Martins)

Rússia

Moscou, capital da Rússia. Foto: Reprodução

A Rússia será a sede do próximo torneio mundial, recebendo a atenção do mundo. Porém, a nação vive uma estagnação na economia. Sobre isso, o economista Ricardo Eleutério também afirmou que “como aconteceu no Brasil, os países se preparam com grandes investimentos para construção de estádios, hotéis, infraestrutura, mobilidade urbana. Esses investimentos já movimenta a economia da Rússia”. De acordo com ele, é possível que se repita o mesmo o que aconteceu aqui no Brasil: o superfaturamento, pois “a Rússia é um país com tradição em desvio de recursos e corrupção”, afirma.    

A Copa 2018 conta com onze cidades-sede, começando no dia 14 de junho com a partida entre Rússia e Arábia Saudita no Olímpico Lujnniki até 15 de julho com a final, no estádio Luzhniki, em Moscou. O campeonato conta com a participação de 32 países e será a vigésima primeira edição do torneio.

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