Intercâmbio proporciona convivência com as diferenças

Por Yasmim Rodrigues

Em um intercâmbio, é necessário um aprofundamento na cultura de outro país. Às vezes, um país que parecia ser semelhante à terra natal, se mostra completamente diferente. Essa situação, no entanto, é uma forma de aprendizado. Ela ensina os alunos a conviverem com as diferenças mesmo que eles não as entendam. A aluna de Jornalismo da Universidade de Fortaleza, Natália Coelho, 21, estudou nos Estados Unidos, país culturalmente mais próximo ao Brasil. “Quando viajei, eu estranhei, principalmente, a ‘frieza’ deles comparada ao ‘espírito brasileiro’. Os abraços eram reduzidos. Lá, eu tinha uma ‘irmã’ vietnamita que nem contato físico parecia conhecer. O legal foi que nos tornamos tão amigas que ela me abraçava sozinha”, conta Natália.

Atualmente, a estudante vive na Espanha e um costume chamou a atenção: a siesta. “É um ‘cochilo da tarde’ em que quase todos os comércios fecham entre duas [14:00] e cinco [17:00] horas. São poucos os lugares que ficam abertos e o número de pessoas [na rua] é reduzido”, relata. “Aqui tudo começa tarde, umas nove horas [9:00]. Quando disse que tinha aula 7:30 no Brasil todo mundo se surpreendeu’’, conta Natália.

Confira um vídeo da Natália falando sobre uma de suas experiências:

 

Hábitos estrangeiros

Outra experiência incomum com os hábitos estrangeiros foi a da estudante de Publicidade e Propaganda, Larissa Mota, 20, que também estudou na Espanha. Porém, quando viajou para o Marrocos teve um choque cultural marcante. “É muito estranho, você vai ao mercado e tem ‘caras’ te oferecendo dinheiro para ficar lá, ou te trocar por uma quantidade X de camelos. Ser mulher nesse lugar é loucura, mesmo como turista’’, conta Larissa.

“É muito estranho, você vai ao mercado e tem ‘caras’ te oferecendo dinheiro para ficar lá, ou te trocar por uma quantidade X de camelos. Ser mulher nesse lugar é loucura, mesmo como turista’’ (Larissa Mota)

Ao mesmo tempo em que alguns costumes podem chocar pessoas de diferentes culturas, a mistura deles é justamente o que torna o intercâmbio uma experiência visada pelos jovens. “Acho que a melhor coisa, para mim, foi poder estar próxima de tantas pessoas diferentes, culturas e pensamentos. Poder estar ali vivendo coisas novas, conhecendo o mundo com novos olhares, fazendo as mesmas coisas de um jeito diferente”, anima-se Larissa. Para a estudante, a melhor sensação é poder se conectar com pessoas diferentes, mesmo com tantos preconceitos superficiais.

Olhar estrangeiro

Os esportes no Brasil são atrações para estrangeiros. Foto: Reprodução

O mesmo estranhamento que ocorre quando os brasileiros se deparam com costumes de outras culturas acontece com os estrangeiros quando passam algum tempo no Brasil. Chloé Amintas, 26, ex-intercambista francesa da Unifor, explica: “você precisa se adaptar a alguns aspectos da cultura brasileira, como, por exemplo, não ter pontualidade. Às vezes, você marca um compromisso e as pessoas não se preocupam com o horário’’.

Outra situação parecida foi a do alemão Jonay Franke, 23. Durante sua estadia no Brasil, já passou por situações cômicas por causa da sua pontualidade. “Eu tinha um compromisso e cheguei 5 minutos adiantado, mas tive que esperar por cerca de uma hora. Isso acontece muito sendo um alemão em Fortaleza’’, brinca o intercambista.

Apesar dos estranhamentos, alguns aspectos da personalidade brasileira podem encantar os estrangeiros. “Os brasileiros são muito calorosos e carinhosos. Eles querem ajudar a todo momento. Isso facilita a integração e a adaptação ao modo de viver brasileiro. Eles aproveitam muito o presente e a cultura é realmente baseada em compartilhar. Passam todo o tempo deles com a família e amigos. É um dos meus aspectos favoritos sobre a cultura brasileira’’, afirma a francesa Chloé. Já para o alemão Jonay existem muitas razões para se admirar o Brasil. “Há muitas possibilidades de esporte. Eu amo kitesurf e também amo a simplicidade da comida”, conta.

Intercâmbio na Unifor

Assessoria Internacional da Unifor. Foto: Yasmim Rodrigues

A Universidade de Fortaleza (Unifor) oferece aos seus alunos um programa de intercâmbio que facilita a realização, do que é, para muitos, um sonho. O intercâmbio da Unifor ocorre todo semestre e a inscrição deve ser feita pelo menos seis meses antes da viagem. Para participar são necessários alguns pré requisitos como não ter reprovado em nenhuma cadeira e ter cursado pelo menos 30 e, no máximo, 70% do curso.

Para mais informações, deve-se procurar o Departamento de Assessoria Internacional (DAI) da Unifor, localizado no primeiro andar do prédio da reitoria. O assistente administrativo do DAI, Brunno Wellys, 23, destaca que “a Unifor recebe por semestre uma média de 60 alunos estrangeiros no seu campus. E nós enviamos uma média de 80 alunos em intercâmbio”.

Buddy Program

Para ajudar os alunos estrangeiros que chegam ao campus, a assessoria internacional desenvolveu o Buddy Program. ”O programa representa uma excelente oportunidade para o aluno da Unifor trocar experiências, conhecer outras culturas, fazer amizades, desenvolver suas habilidades sociais e praticar uma língua estrangeira”, conta Brunno.

Para mais informações sobre o Buddy Program deve-se acessar:

https://www.unifor.br/web/graduacao/intercambio?inheritRedirect=true

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