5+ musicais que conquistaram estatuetas do Oscar

Por Lara Montezuma

O encontro do cinema com a música resulta em uma combinação ideal para muitos. Apesar de ser um método utilizado desde a Grécia Antiga, durante as performances artísticas, os musicais apenas obtiveram seu êxito nas grandes telas em 6 de outubro de 1927, com o filme norte-americano “O Cantor de Jazz”. Essa foi a primeira vez que o público conseguiu escutar a voz dos atores sincronizadas nas telonas, dando fim ao cinema mudo e iniciando um novo gênero.

Assim, a inovação fez com que o número de musicais chegasse a 140 até 1930. Os artifícios utilizados nesses filmes têm a capacidade de imergir os espectadores em uma realidade paralela cheia de surpresas, a chave para construir um legado de sucessos reconhecidos pelo The Academy Awards, ou Oscar, como é popularmente conhecido. O JornalismoNIC selecionou grandes títulos vencedores deste prêmio neste 5+, confira:

Melodia na Broadway (The Broadway Melody, de Harry Beaumont), 1929

A história de duas irmãs que tentam o sucesso no show business, na metrópole Nova York, foi o roteiro que venceu o primeiro Oscar de Melhor Filme do gênero musical, em 1930. A trilha sonora e o humor presentes no filme fizeram com que a obra se consagrasse como um sucesso de bilheteria, na época. Além de arrecadar mais de 2,8 milhões apenas nos Estados Unidos, o filme conseguiu mais três sequências com o mesmo nome nos anos seguintes: 1936, 1939 e 1940.

O filme, dirigido por Harry Beaumont, também ganhou uma nova versão em 1940, denominada “Conquistadoras da Broadway”. Foto: reprodução

Amor, Sublime Amor (West Side Story), 1962

Titulado o musical com o maior número de premiações na história do Academy Awards, “Amor, Sublime Amor” teve 11 indicações ao Oscar de 1962 e conseguiu ganhar 10 estatuetas, dentre elas Melhor Filme, Melhor Montagem e Melhor Musical Original. Baseado no romance Romeu e Julieta, de Shakeaspeare, o filme também conta com elementos, como inovação e técnica, para tal sucesso. Localizada em Nova York, a história aborda a disputa de duas gangues, os Jets e os Sharks, e o amor cultivado entre dois rivais, Tony e Maria.

 

A Bela e a Fera (The Beauty and The Beast), 1991

A animação adaptada do conto francês, publicado em 1740, continua sendo um dos maiores clássicos infantis desde o seu lançamento. Idealizada e produzida pelo Walt Disney Studios, esta versão foi a primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme, mas apenas conquistou as categorias de Melhor Música Original e Melhor Trilha Sonora. O desdobramento da relação da Bela e da Fera ao decorrer da narrativa, assim como os personagens carismáticos e as músicas tocantes, foram fatores que contribuíram para décadas de sucesso, tornando o título pioneiro em animações adaptadas para a Broadway. O sucesso foi tanto que um live action (termo em inglês utilizado para adaptações de animações feitas por atores) foi lançado em 2017.  

 

Chicago, 2002

Pop, Six, Squish, Cícero, Lipschitz são palavras conhecidas para a maioria dos apreciadores de filmes musicais. A sequência dá início ao ato “Cell Block Tango”, uma das cenas mais famosas de Chicago. O longa é de 2002 e venceu 6 categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante. A obra conta a história de duas assassinas da era do jazz, além de ter sido inspirada em adaptações realizadas no teatro e no teatro musical. O enredo envolvente e as coreografias de aspirantes a dançarinas em um mundo criminoso levam a legitimar o filme com a décima segunda posição na lista dos maiores musicais do cinema americano, conforme o American Film Institute (AFI).

 

La La Land, 2016

“La La Land – Cantando Estações” trouxe novamente o triunfo para o gênero na premiação do Oscar. Depois de 14 anos, o gênero voltou a receber a famosa estatueta de ouro no ano de 2017, vencendo seis categorias e sendo o filme com o maior número de conquistas no ano. A busca por uma carreira bem-sucedida no ramo artístico dos dois protagonistas se entrelaça com um romance inesperado. Mia e Sebastian trilham por caminhos inesperados em meio a números de música e de dança que trazem referências a outros musicais, como “Cantando na Chuva”, de 1952.

 

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