5+ Livros de Stephen King

Por Lia Bruno

Stephen King é, indiscutivelmente, um dos escritores mais prolíficos de todos os tempos, tendo sido nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos e recebido medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas. Transitando, sem medo, entre o horror, o sobrenatural, a ficção científica e o suspense, ele é autor de mais de cinquenta romances. São quase 200 contos e nove coleções de ficção. Com tantas opções para escolher, pode até ser difícil decidir por onde começar. Pensando nisso, o Jornalismo NIC reuniu um ranking bastante sólido dos 5 melhores livros do “Rei do Horror”. Confira:

O Iluminado

Capa do livro “O Iluminado”. Foto: Reprodução

Considerado um dos maiores clássicos de King, o livro se tornou seu primeiro best-seller. Não demorou muito para que o romance fosse adaptado para as telas, o que o tornou uma das obras-primas do gênero. A história se tornou tão popular que o hotel que serviu de inspiração para o escritor se transformou em um importante destino de viagem para os fãs do horror.

Na história assustadora de possessão, o aspirante a escritor e alcoólatra em recuperação, Jack Torrance, concorda em ser caseiro de inverno do The Overlook, um hotel com um passado sombrio. Contudo, quando ele e sua família ficam presos em função de uma nevasca, no remoto local, o hotel torna-se uma casa de horrores. Os fantasmas do hotel Overlook são incontornáveis ​​e singularmente assustadores. Eles atormentam a família Torrance quase até a morte. Os cenários e personagens foram influenciados, unicamente, pelas experiências pessoais do escritor, incluindo suas visitas ao Hotel Stanley, no Colorado em 1974 e a sua reabilitação do alcoolismo.

O Cemitério

Capa do livro “O Cemitério”. Foto: Reprodução

Animais e pessoas que retornam dos mortos na forma de zumbi não é apenas o que move esse clássico. Ao longo da história de quase 400 páginas, os protagonistas do livro – a família Creed – são inesperadamente forçados a confrontar a morte uma e outra vez antes de finalmente tentar vencê-la. Eles combatem com a ajuda de um cemitério assustador usado por crianças locais para enterrar seus animais de estimação.

King foi inspirado a escrever esse livro inquietante sobre a mortalidade depois que o gato de sua família foi atropelado e morto por um carro, levando seus filhos a lhe questionarem o que acontecia com os espíritos após a morte. O escritor, no início, sentiu que o livro era muito sombrio e não tinha esperança de publicar. Porém, seguindo conselhos de sua esposa, ele finalmente o submeteu ao editor Doubleday.  

Angústia

Livro “Angústia”, em inglês. Foto: Reprodução

Diferente da maioria dos clássicos de King, “Angústia” não é regido por algo sobrenatural. Em vez disso, o monstro é um aparente bom samaritano chamado Annie Wilkes, que “resgata” um romancista popular de um acidente de carro. Porém, no decorrer do livro, os motivos de Annie não parecem ser tão nobres quanto no início. O romance segue um caminho de emoção cheio de suspense que faz o leitor questionar constantemente a índole das pessoas.

Embora King afirme ter escrito o livro como uma analogia para seus sentimentos ao ser “encadeado” à ficção de terror, “Angústia” transmite ao leitor uma mensagem completamente oposta. Ele desencadeia um constante sentimento de desconfiança e até mesmo medo de sair de casa.

Cão Raivoso

Livro “Cujo”. Foto: Reprodução

Os seres humanos – vivos ou mortos – são, muitas vezes, figuras de terror nas histórias de King. Porém, nesse terror psicológico, o autor faz o leitor se questionar sobre o sentimento de amor por seus animais de estimação. A história gira em torno de uma família cujo cachorro é mordido por um morcego raivoso. O animal de estimação acaba se transformando em uma besta terrível e mortal que ameaça uma cidade inteira.

O nome original do livro, Cujo, em inglês, foi inspirado no nome de guerra de Willie Wolfe, um dos homens do Exército Simbionês de Libertação responsáveis ​​por orquestrar o seqüestro de Patty Hearst, famosa atriz americana dos anos 1970. A herdeira de um império midiático, depois de mais de um ano sequestrada, começou a participar nos crimes da guerrilha. Com essa história, King buscou transmitir uma mensagem sutil sobre como as “pessoas boas” podem ser levadas a fazer “coisas ruins”.

A Coisa

Livro “It – A coisa. Foto: Reprodução

Este é particularmente oportuno, já que o remake do filme, lançado no ano passado, acabou por superar o Exorcista em bilheteria, tornando-se um dos filmes de terror mais assistidos de todos os tempos. Porém, se o dilúvio de especialistas em teatro e elogios críticos não foi suficiente para convencê-lo, há uma coisa terrivelmente especial sobre essa história de King e é, certamente, o plano atemporal. O premiado romance de 1986 conta a história de um palhaço assassino, Pennywise, que segue sete crianças. Elas são constantemente aterrorizadas por essa criatura que se alimenta, basicamente, dos medos dos moradores da pequena cidade de Derry.

Mas o que é, exatamente, sobre Pennywise que o torna tão horrível? Além do aspecto assustador do palhaço, há o fato de que ele é definido como a encarnação literal do mal, alimentando-se dos medos e das vidas das crianças. Talvez, mais do que em qualquer outra obra de King, “A Coisa” personifica os medos cotidianos que roubam a vida das pessoas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php