Entre o mar e o rio

Por Paulo Matheus

Primeira planta desenhada de Fortaleza, quando formou-se a Vila de Fortaleza da Nossa Senhora d’Assunção do Siará Grande, desenhada por Manuel Francês. Foto: Reprodução.

A Fortaleza que abriga hoje mais de 2 milhões de habitantes, sendo a quinta maior capital do país e com a densidade demográfica mais alta entre as capitais, nasceu como uma pequena vila, às margens do riacho Pajeú e próxima ao litoral. Quem passa pela região do Mercado Central e do Forte Nossa Senhora de Assunção, localizados no Centro, está no local de formação da cidade, onde os primeiros monumentos foram construídos no século XVII, época em que o Brasil ainda era colônia de Portugal.  

Ao entrar no prédio da Companhia de Comando da 10ª Região Militar, onde está o Forte Nossa Senhora de Assunção, o guia que acompanha os visitantes chama a atenção para o fato de que pouquíssimos moradores da cidade chegam ao local em busca de conhecimento. O Forte é considerado o ponto inicial da formação da vila de Fortaleza, que deu origem, em seguida, à cidade.

Em 1649, uma expedição holandesa chegou ao território e ergueu o forte com o objetivo de estabelecer um ponto de defesa militar e descobrir áreas de riqueza. Cinco anos depois, em 1654, as tropas portuguesas que colonizaram o Brasil chegaram ao local e tomaram o forte sem resistência dos holandeses. O forte, que se chamava Schoonenborch, recebeu o nome de Nossa Senhora da Assunção, a santa que se tornou padroeira de Fortaleza, cuja celebração é comemorada no dia 15 de agosto.

Forte Nossa Senhora da Assunção. Foto: Reprodução

Todas essas informações são encontradas em livros sobre a história de Fortaleza e também no próprio Forte, que recebe visitas guiadas e gratuitas durante todos os dias da semana. O guia (cuja identidade preferiu manter preservada) afirmou que são poucos os visitantes locais que vão ao forte para saber sobre a história da própria cidade. O espaço recebe, em grande maioria, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil. Os fortalezenses se restringem aos estudantes de história e jornalistas que vão ao local em busca de informações, segundo o guia.

A estudante de jornalismo Tatiane Oliveira afirma que ficou surpresa ao saber que o Forte recebe visitação. “Sempre que eu passava ali pelo ’10º Comando’ a impressão que dava era de um local bem privado e que entrar e conhecer lá dentro era uma coisa praticamente impossível. Para minha surpresa, tem uma visitação guiada e, com ela, a gente conhece muito sobre a história de Fortaleza”, disse. Tatiane também lamenta a informação que poucos moradores visitam o local para conhecer a história, “É algo tão próximo, tão acessível para a gente, para os moradores de Fortaleza. Mas, é uma história que não é valorizada, que pouca gente sabe que pode entrar lá dentro, que pode conhecer”.  

Para embasar a reportagem foi realizada uma pesquisa cujo objetivo foi verificar o conhecimento dos habitantes sobre a história da cidade e a relação de cada um com os equipamentos históricos. 151 pessoas responderam às perguntas, a maioria entre 30 a 60 anos, seguida por jovens de 22 a 29 anos. Cerca de 39% dos participantes afirmaram já ter frequentado o Forte Nossa Senhora da Assunção. A respeito de conhecer a história da Fortaleza, 52 pessoas (34%) afirmaram conhecer apenas o básico, sobre a origem da cidade, os acontecimentos marcantes e o histórico político. 45 pessoas (29,8%) responderam que têm conhecimento de alguns fatos, mas sentem a necessidade de saber mais. Apenas 28 pessoas (18,5%) afirmaram conhecer bem a história da cidade, o que mostra que a memória de Fortaleza ainda precisa de maior valorização.

A pesquisadora e memorialista Leila Nobre, fundadora e administradora do blog Fortaleza Nobre, acredita que a relação da população com a cidade ainda é muito tímida. “Dificilmente vemos as escolas levando seus alunos para visitar o museu, a Casa de Juvenal Galeno, o Passeio Público ou mesmo estudando nossa história em salas de aula. Eu acho que se houvesse uma maior interação dos alunos com os nossos equipamentos, teríamos um futuro de pessoas preocupadas com o bem público”, afirmou Leila em entrevista por e-mail.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (Secultfor), existem incentivos de ensino sobre a história da cidade nas escolas. Em 2017, o órgão realizou o projeto Diálogos com o Patrimônio, que fornece oficinas de educação patrimonial para formar profissionais na área de valorização e proteção dos patrimônios históricos. Além disso, esse programa tem como objetivo fornecer o reconhecimento dos bens culturais nos bairros onde estão situadas as escolas municipais. O projeto é realizado juntamente com Secretaria Municipal de Educação (SME) e tem apoio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Imagens atuais de Fortaleza antiga

Forte Nossa Senhora da Assunção
Forte Nossa Senhora da Assunção
Praça do Ferreira
Praça do Ferreira
Praça da Sé
Praça da Sé
Estação João Felipe
Estação João Felipe
Cineteatro São Luiz
Cineteatro São Luiz

 

Guardiões da memória

Edifício São Pedro localizado na Praia de Iracema. Foto: Arquivo Nirez.

Sentado em sua sala de trabalho, cercada pelos inúmeros objetos que coleciona, Miguel Ângelo de Azevedo, mais conhecido como Nirez, aguarda a entrevista de forma calma e paciente. Com uma voz rouca e um humor peculiar, o colecionador não apresenta indisposição para mostrar sua história e seu acervo com mais de 30 mil fotografias, das quais aproximadamente 15 mil são de Fortaleza Antiga. O filho do poeta Otacílio de Azevedo (outro célebre personagem da cidade) é uma memória viva em forma de pessoa. Chama atenção a precisão dos relatos que conta e a viagem que nos convida para uma Fortaleza que existiu há vários anos, seja mostrando em fotografias ou contando histórias passadas.  

Nirez é um saudosista, mas hoje prefere estar em sua casa, onde recebe estudantes, jornalistas, pesquisadores e o público interessado na coleção, do que andar em Fortaleza, como fazia antigamente. “Hoje em dia, o que eu mais gosto em Fortaleza é da minha casa”, diz em tom de brincadeira e com um sorriso no rosto. Aponta o desordenamento de ambulantes, a sonoridade exacerbada em carros de som e no transporte público como alguns problemas para se locomover em Fortaleza, assim como as políticas de fiscalização. No entanto, sua contribuição para pesquisa e memória da cidade mostra um empenho apaixonante em defender a Fortaleza que resiste ao longo do tempo.

“Hoje em dia, o local que eu mais gosto em Fortaleza é a minha casa” (Nirez)

Confira a entrevista:

 

Amante declarada de Fortaleza, Leila Nobre é outra defensora da memória da cidade. Há 8 anos administra o site Fortaleza Nobre com publicações contando as histórias das praças, ruas, bairros e de personagens que marcaram Fortaleza. Com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, o site é um dos mais procurados por estudantes, professores, pesquisadores e interessados em saber sobre a história de Fortaleza. A página conta com aproximadamente 800 publicações desde 2009, data da sua fundação.  

Leila conta um pouco a sua trajetória e sobre a questão da preservação da memória da cidade na entrevista a seguir:

Paulo Matheus: Quando começou sua busca pela memória de Fortaleza? Conte-me um pouco, também, sobre quando começou o blog.

Leila Nobre: Eu lembro que desde pequena ficava encantada ouvindo meu pai falar da infância dele, de como era a Fortaleza naquela época, os costumes que se perderam no tempo. Sempre fui muito curiosa e ele um nostálgico de carteirinha, então, em qualquer oportunidade esse era o assunto principal das nossas longas conversas. Quando comecei a trabalhar (coincidentemente em uma livraria), devorava livros e mais livros, principalmente aqueles que falavam da cidade amada. Entre esses livros, encontrei o maravilhoso ‘A Normalista’, de Adolfo Caminha. Li e reli diversas vezes, tentando me situar no cenário, naquelas ruas que haviam mudado de nome e eu ficava perdida. Quando enfim tive acesso a um computador, fui matar minha curiosidade e passei a arquivar tudo que encontrava sobre Fortaleza. Apesar de sentir muita dificuldade em encontrar imagens antigas e eu não me contentava em apenas ler, queria visualizar a cidade antigamente, como se a imagem fosse uma janela para o passado, como se eu me sentisse lá. Em 2009, eu resolvi que iria disponibilizar todo o material que havia arquivado. Não era justo guardar tudo que havia descoberto escondido, eu queria compartilhar esse amor com as pessoas, queria encontrar outros apaixonados pela história e nada melhor que um blog. Foi então que resolvi idealizar o Fortaleza Nobre, que nem nome tinha ainda. Como Fortaleza é algo muito especial para mim, resolvi batizar a cidade com meu sobrenome e no dia 29 de janeiro daquele ano nasceu o Fortaleza Nobre!

PM: Você tem alguma ajuda para administrar o blog? Como realiza o seu trabalho?

LN: Não! Eu administro tudo sozinha. Até o layout do blog fui eu que fiz! Com o passar dos anos, fiz amizades maravilhosas, principalmente com pesquisadores e amantes da nossa cultura. O Nirez, grande pesquisador, é uma dessas pessoas que tive o privilégio de conhecer. Ele me cede muitas fotos de seu valioso acervo. Eu também ganho livros sobre Fortaleza de pessoas que gostam do meu trabalho e querem ajudar para que ele continue. Criei na fanpage do blog no Facebook, o “Abrindo o baú de memórias”, onde os seguidores mandam fotos antigas da família em alguma praça, praia, rua, colégios… Já tive acesso a tantas fotos incríveis que você nem imagina! Fotos que iriam amarelar com o tempo e sumir num álbum ou baú velho e, hoje, estão digitalizadas e irão ficar para a posteridade!

PM: Existe muita dificuldade de encontrar fotos, registros e arquivos de Fortaleza? Você acha que esses documentos são bem preservados aqui?

LN: Quando comecei, eu tinha muitas dificuldades. Encontrava textos, mas, foto mesmo, muito difícil! Até hoje é complicado, mas já melhorou muito. Eu não vejo nenhuma preocupação nessa preservação. O Nirez, por exemplo, tem mais fotos da cidade que o nosso museu. Olha que loucura! Também não vejo a Secultfor com essa preocupação. Aliás, quando mandei uma carta pedindo algum tipo de apoio, a nossa secretaria de cultura, em nome do secretário Magela Lima, me informou que não há programa de apoio nem para artistas nem para pesquisadores da cidade.

PM: Como você vê hoje a preservação dos equipamentos antigos de Fortaleza? (Passeio Público, Theatro José de Alencar, Praça do Ferreira, Estoril e demais tantos outros)

LN: Infelizmente, é uma roleta russa, onde alguns poucos recebem algum tipo de atenção, enquanto outros estão caindo aos pedaços, mesmo quando são tombados, como é o caso da antiga Escola Jesus Maria José, localizada na rua Coronel Ferraz. Um prédio de 1905 e que recebeu tombamento em 2006.  Em 2008, a Prefeitura se prontificou em restaurar o prédio, mas até agora, nada foi feito. Enquanto nosso Teatro José de Alencar está radiante, pronto para receber os mais diversos espetáculos, o centenário do Teatro São José está cercado de tapumes. Isso sem falar em inúmeros patrimônios da capital que podem ir ao chão a qualquer momento, pois não são tombados. Esse é o caso do Excelsior Hotel, um prédio da década de 30 e sem nenhuma proteção, basta o herdeiro resolver demolir e pronto. A atual gestão acaba de prometer a reforma de 50 praças da capital em 2018, mas sabemos que muitas coisas não saem do papel, ficam só na promessa mesmo. O jeito é torcer!​

PM: Como você percebe a relação da população de Fortaleza com esses equipamentos e com a memória da cidade?

LN: Uma relação ainda muito tímida. Dificilmente vemos as escolas levando seus alunos para visitar o museu, a Casa de Juvenal Galeno, o Passeio Público ou mesmo estudando nossa história em salas de aula. Eu acho que se houvesse uma maior interação dos alunos com os nossos equipamentos, teríamos um futuro de pessoas preocupadas com o bem público. Fico muito feliz quando recebo e-mail de professores falando que estão usando meus textos em sala, falando de Fortaleza com os estudantes, fazendo trabalho escolar. Se estudamos sobre Babilônia e Mesopotâmia, porque não sobre o nascimento de nossa cidade? Os nossos costumes? Nossos bairros históricos? Sem dúvida, mudaria o pensamento retrógrado de alguns de que tem que ser moderno para ser bonito.

PM: A respeito dos órgãos públicos (Prefeitura Municipal, Governo do Estado), como você avalia o trabalho que eles fazem com a Fortaleza Antiga? O que precisa ser feito para melhorar?

LN: Precisa de um cuidado maior. Ainda falta muito! Eles estão preocupados em modernizar a cidade, mas esquecem que uma cidade precisa de história. Nossas praças estão tomadas por moradores de rua, monumentos e equipamentos pichados (eu sei que isso é difícil de combater). Prédios históricos sem nenhuma preservação e alguns ocupados por dependentes químicos. Só se fala na Fortaleza Antiga uma vez por ano: no dia 13 de abril, no aniversário da cidade, e olhe lá! Não vemos exposições sobre o assunto. As poucas que ainda ocorrem, são patrocinadas por empresas privadas.  

PM:  Por que é importante preservar a memória da cidade?

LN: A história se faz a partir da memória. É da memória as nossas referências, nossa identidade, nossos laços de afeto. Valorizar o passado é importante para o nosso futuro. Já imaginou acordar amanhã e não reconhecer a casa onde você mora? O rosto das pessoas que você ama? Da mesma forma, é com a cidade. Já imaginou não reconhecer mais seu bairro, a rua onde brincava quando era criança? A memória é o que dá sentido à nossa vida!

Fortaleza antiga

 

Patrimônio

A preocupação de Leila com a valorização e preservação da memória da cidade é compartilhada com a população. Na pesquisa realizada pela reportagem, todos os participantes (151 pessoas) concordaram que Fortaleza precisa valorizar mais seus equipamentos antigos e sua história. Nas declarações feitas na pesquisa, muitos defendem um investimento maior por parte do poder público no que tange a questão da limpeza do local, segurança, divulgação dos programas culturais e restauração dos equipamentos.

Confira a seguir algumas declarações:

Isabela Castro, gerente da célula de Patrimônio Material da Secultfor, afirma que a Prefeitura vem fazendo “uma forte atuação na concretização dos projetos de restauro e reparação dos bens tombados pelo município”. Ela cita exemplos como o Teatro São José (em reforma há mais de um ano com previsão de entrega para março de 2018), o Mercado da Aerolândia (reformado em 2015 e desde então recebe atividades culturais) e a rua José Avelino (requalificada este ano com ordenamento e novo calçamento). Isabela ressalta que o tombamento é um dos instrumentos utilizado pela Prefeitura para preservar imóveis de valor histórico e cultural. “Uma vez que, por meio do tombamento, se torna possível determinar limitações para intervenções físicas no bem e na sua poligonal de entorno, além de proibir a sua demolição, destruição ou mutilação, permitindo apenas o seu restauro ou reparação, torna-se possível a sua conservação”, afirma.  

Confira aqui os equipamentos tombados pelo Município

Isabela lembra ainda das parcerias público-privada da Prefeitura com empresas, que, juntas, garantem a concretização dos projetos de restauro.  A gerente cita, como exemplo, a Casa Barão de Camocim, localizada no Centro, restaurada e utilizada para a 18ª Edição da Casa Cor, em 2016. A parceria foi realizada com o Instituto Cor da Cultura. “Em contrapartida, o Instituto se responsabilizou pelo restauro da edificação, de forma a possibilitar que a Prefeitura pudesse destiná-la a um uso. Dessa forma, garante-se que o patrimônio cumpra com uma função social inserida em um contexto contemporâneo”, disse.

As ocupações nos espaços públicos também são reivindicações da população, conforme apurado na pesquisa. Em setembro de 2017, foi lançado o projeto Bom de Fortaleza pela Prefeitura Municipal. O projeto promove ações culturais em sete praças da cidade (uma em cada regional) e fornece atividades educativas feitas por historiadores para com a população que frequenta as praças. No evento, segundo Adson Pinheiro, gerente de pesquisa e educação patrimonial da cidade, são apresentadas à população o patrimônio, a história e a memória da comunidade. Adson também informa outras iniciativas de educação patrimonial, como a publicação da Coleção Pajeú, uma série de livros sobre as histórias de alguns bairros de Fortaleza, como Benfica, Pirambu, Centro, Aldeota, Barra do Ceará e entre outros. A coleção está disponível na web e pode ser acessada clicando no item abaixo. Além da coleção, Adson lembra que anualmente é realizado o Seminário de Patrimônio Cultural de Fortaleza, que em 2017 foi realizado na Universidade de Fortaleza, no mês de outubro.

Com o objetivo de informar o leitor, a reportagem disponibiliza links de acesso às programações culturais realizadas pelo município e Estado, em Fortaleza:

Coleção Pajeú             Secult CE           Secultfor

Centro

Local de movimentação intensa durante o dia e misterioso quando a noite chega, o Centro de Fortaleza é o berço da cidade. O território que viu as primeiras urbanizações chegarem junto com comerciantes, recebe hoje milhares de pessoas todos os dias, vindas de vários locais, tanto de Fortaleza quanto de outras cidades. A paisagem, para quem anda pelo Centro, é um aglomerado de pessoas transeuntes, em volta de lojas e camelôs nas calçadas.

Nesse aspecto visual, encontra-se, em uma esquina, entre prédios modernos ou modificadas pelo tempo, edificações de outras épocas, com resquícios da “belle époque” e de estilo arquitetônico neoclássico. Algumas dessas edificações hoje recebem ocupações em forma de museu, teatro e cinema, e outras esperam por reformas. A reportagem apresenta uma galeria de imagens dos locais que representam a Fortaleza Antiga no Centro e também um mapa com a localização desses locais.

Centro

Praça José de Alencar
Praça José de Alencar
Praça dos Leões
Praça dos Leões
Antiga Catedral Metropolitana
Antiga Catedral Metropolitana
Forte Nossa Senhora de Assunção
Forte Nossa Senhora de Assunção
Praça dos Leões
Praça dos Leões
Santa Casa da Misericórdia
Santa Casa da Misericórdia
Passeio Público
Passeio Público
Rua Sena Madureira
Rua Sena Madureira
Praça dos Leões
Praça dos Leões
Catedral de Fortaleza
Catedral de Fortaleza
Museu da Indústria
Museu da Indústria
Palacete Ceará
Palacete Ceará
Igreja do Rosário
Igreja do Rosário
Parque das Crianças
Parque das Crianças
Rua Guilherma Rocha
Rua Guilherma Rocha
Passeio Público
Passeio Público
Edifício Diogo
Edifício Diogo
Largo Travessa do Crato
Largo Travessa do Crato
Praça do Ferreira
Praça do Ferreira

 

Confira a matéria editada por Paulo Matheus:

Fortaleza Antiga

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