“Novembro de 63” narra o assassinato de Kennedy

Por Clara Menezes

A viagem no tempo é um assunto quase considerado clichê no meio cultural. Filmes clássicos como “De Volta Para o Futuro”, “Efeito Borboleta” e “Questão de Tempo” são de épocas e de contextos diferentes, mas abordam essa mesma ideia. No entanto, o escritor Stephen King traz a viagem ao passado de maneira única. Ao narrar um dos eventos mais marcantes da história norte americana – o assassinato de John F. Kennedy -, o livro “Novembro de 63” atrai o leitor até nos mínimos detalhes.

Al Templeton, dono de uma lanchonete, envelhece muitos anos em poucos dias, e o professor de inglês da cidade de Maine (local fictício criado por King), Jake Epping, percebe. Para explicar o acontecimento, Al conta ao professor e amigo sobre um portal. No entanto, ele é recrutado com o objetivo do amigo de impedir o assassinato de Kennedy. Para isso, ele não pode interferir em nenhum outro elemento da História.

Viagem no tempo

Antes de começar a tentar salvar o ex-presidente, Jake tem um objetivo inicial: salvar a família do faxineiro da escola. Essa situação começou, principalmente, após o professor ler uma carta do funcionário Harry Dunning sobre a noite em que seu pai, bêbado, massacrou a família utilizando uma marreta.

​John Kennedy no dia de sua morte. Foto: Reprodução.

Para impedir a morte de Kennedy, o professor refaz os passos de seu assassino, Lee Harvey Oswald. Com todas as informações dadas por Al, Jake Epping vai ao ano de 1958 já com alguma ideia do que precisa fazer. No entanto, para viver 5 anos no passado, o professor precisa aprender as maneiras de agir da época e mudar, principalmente, sua identidade, que passa a ser “George Amberson”.

King aborda um outro ponto de vista dos acontecimentos: o do assassino. Narrando na maneira de romance um evento tão importante da história, Stephen King prende o leitor o tempo todo. Mesmo sabendo que as situações narradas não são propriamente reais, elas são baseadas na realidade.

O assassinato

​O assassino de John Kennedy. Foto: Reprodução.​

King narra, algumas vezes sem explicação, o histórico do assassinato de John F. Kennedy. O leitor, para se situar no contexto, precisa checar alguns fatos sobre o assunto. Por exemplo, Lee Harvey Oswald foi considerado o assassino pela Comissão Warren, que investigou o caso. As primeiras suspeitas apareceram depois que ele foi visto saindo de um depósito calmamente após os tiros levados por Kennedy em sua passeata.

No entanto, dois dias depois do assassinato de Kennedy, Lee Harvey Oswald foi morto pelo dono de uma boate em Dallas, Jack Ruby. Essa situação ocorreu quando o assassino do presidente estava trocando de prisões. Ruby matou Oswald com a intenção de entrar para a história.

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