Simpósio abre discussão sobre a visibilidade LGBT em universidade

Por Andressa Câmara

Promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o III simpósio LGBT  (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) da Unifor tem como tema “(Trans) possibilidades, visibilidade para transformar a realidade”. O simpósio iniciou nesta quarta-feira (08) com uma mesa redonda abrindo uma discussão sobre a necessidade da visibilidade às pessoas LGBT.  O evento contará com diversas atividades até o dia 10 de novembro.

Foto: Juliano Almada

Segundo Guilherme Gondim, 21, colaborador do DCE, “o diretório escolheu a temática porque, entre a população LGBT, os transexuais são os mais marginalizados e até, muitas vezes, esquecidos ou pouco expostos por eventos como este Simpósio. Na contramão, diluímos em mesas de debate sobre saúde, educação, mercado de trabalho, legislação, cultura, cotas e violência a realidade dessa parcela da população”, explica.

Gondim diz que o objetivo do evento é “criar na comunidade universitária e fora dela uma cultura de respeito e de repulsa à discriminação, além de fazer crescer a participação de pessoas LGBT no movimento estudantil”.

Temática

Durante a mesa redonda, Larissa Gaspar, 34, advogada e vereadora atuante nas causas LGBT, citou que diversos aspectos estão envolvidos dentro do processo de violência do público LGBT. “A primeira violência é a invisibilidade: na família, no nome, na escola e até na morte. A comunidade tem sofrido muito com esses retrocessos que nós encontramos na atual conjuntura do nosso país. Não reconhecer a existência dessas pessoas e quem elas são perpassa em diversas áreas da vida das pessoas”.

Apresentação de Carol Naine. Foto: Laura Monteiro

Larissa Gaspar também compartilhou alguns índices alarmantes em relação ao público LGBT dentro das escolas. “Quando vamos para o campo da educação e da escola, nós olhamos os índices e vemos que cerca de 73% dos alunos LGBT sofrem de violência verbal dentro das escolas, 36% sofrem agressões físicas dentro da escola em razão dessas violências. O índice de falta desse alunos é de 65% e  75% desses alunos abandonam os estudos.”.

Para Carol Naine, 36,música e compositora, que também participou da mesa redonda, a temática é extremamente necessária de ser debatida nos dias de hoje. “É basicamente informar para entender essas situações que nós consideramos opostas. O que está faltando é uma compreensão de que existe um grupo de pessoas que está excluído, está marginalizado, que precisa de uma dignidade e não está lutando por nada que não seja básico na vida de qualquer pessoa”, comenta.

Serviço
Confira aqui toda a programação do III Simpósio LGBT da Unifor.

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