Meditação ajuda a diminuir ritmo de vida

Por Clara Menezes

Acordar todos os dias estressada, preocupada com as exigências da vida acadêmica, foi o principal motivo para a estudante de psicologia, Eduarda Rabelo, 23, iniciar seu envolvimento com a meditação. O cansaço e as dores físicas, principalmente nas pernas e nas mãos, diminuíram depois que ela começou a perceber o próprio corpo. Além disso, sua concentração aumentou. A universitária conta que, para ela, a meditação ajudou para que todo o funcionamento de seu corpo melhorasse. Essa é a finalidade da meditação, cujo significado da palavra vem do latim “meditare”, que significa “voltar-se para o centro”.

Com colchonetes e travesseiros, as pessoas meditam em uma sala na universidade. Foto: Pedro Ximenes.

Meditar pode trazer benefícios para o bem-estar da mente e do corpo, em geral. Um estudo feito pelo centro médico americano Wake Forest Baptist Medical Center, em 2013, colocou 15 voluntários para praticar a meditação por quatro aulas de 20 minutos. Com isso, os níveis de ansiedade diminuíram 39%. Além disso, outro estudo feito em 2008, pelo Northwestern Memorial Hospital, de Illinois, nos Estados Unidos, concluiu que o grau de insônia também pode diminuir com a prática da meditação. Cinco pessoas, entre 25 a 45 anos, que sofriam de insônia, foram submetidas a aulas de meditação. Depois de dois meses, as horas dormidas aumentaram 2 horas, alcançando níveis de sono melhores que o normal.

Percebendo que os benefícios da meditação podem ser usufruídos pelos estudantes universitários, a professora de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Patricia Folegatti, 38, iniciou um grupo para praticar. Com essas aulas, “você não fica entre o passado e o futuro, e sim no presente, percebendo como funciona seu corpo”, explica ela.

Meditar-se

O projeto de Patricia Folegatti, chamado “Meditar-se”, começou a partir de uma iniciativa dos próprios alunos da universidade, em 2014. “Nós vimos que as pessoas estavam chegando nas práticas ao ar livre. Então, a gente decidiu formalizar nosso grupo”, diz a psicóloga.

A professora Patricia Folegatti​ começou por meio de uma iniciativa dos estudantes. Foto: Pedro Ximenes.

Tudo começou quando um professor, do Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami), percebeu que seus estagiários cuidadores estavam muito estressados. O projeto começou com encontro de uma vez por mês. No entanto, agora, ele ocorre todas as semanas, às sextas-feiras, por causa dos pedidos das pessoas que participavam da meditação. “Tem muita gente que medita aqui [na Unifor] porque a gente tem uma página no Facebook para divulgar nossas práticas. A gente faz meditação, também, na praia e no campus”, conta Patricia.

A prática, aberta tanto para os estudantes quanto para os pacientes do Nami, tem como principal objetivo fazer com que as pessoas desacelerem de suas rotinas. “A meditação simplesmente aquieta a mente. Com esse movimento de silenciar, a gente começa a ver a vida e as paisagens”, afirma a psicóloga. Para ela, a meditação é como se alguém estivesse em um carro a 100 km/h e desacelerasse para 50 km/h.

“A meditação simplesmente aquieta a mente. Com esse movimento de silenciar, a gente começa a ver a vida e as paisagens” (Patricia Folegatti)

Confira abaixo um vídeo que mostra como as práticas de meditação ocorrem na Unifor:

Serviço

Local: Sala F-5 na Universidade de Fortaleza

Dia: Sexta-feira

Horário: 18 horas

Práticas de meditação

O site da organização internacional, “Arte de Viver”, criado pelo humanitário indiano Sri Sri Ravi Shankar, indica como iniciar as práticas de meditação individuais. Confira o infográfico abaixo para começar esse exercício de acalmar a mente:

O infográfico indica como iniciar as práticas de meditação. Infografia: Clara Menezes

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