Lixo produzido pela Unifor tem tratamento especializado

Por Lígia Grillo

Quem estuda na Universidade de Fortaleza (Unifor) tem noção do tamanho do campus. Instalado em uma área de 720 mil metros quadrados, nota-se que não existe nenhum bloco ou espaço sem pelo menos uma lata de lixo. Mas você sabe para onde esse lixo vai? O processo é complexo e especializado. Primeiro, é necessário conhecer os diferentes tipos de resíduos que se podem encontrar em uma universidade. Veja, a seguir.

Infográfico: Vinícius Rodrigues
Foto: Lígia Grillo

Todos os dias são levadas toneladas de lixo produzidas pela Unifor para uma grande empresa contratada para seu tratamento. Eles são levados para caçambas e, de lá, são transportados até os locais específicos. Dependendo do tipo de resíduo, os locais podem ser diferentes. As medidas das caçambas são de 5 m³ e de 7 m³. De acordo com informações do setor de transporte da Unifor, a coleta ocorre em turnos distintos. São realizadas 3 voltas completas no campus no período da manhã, 2, à tarde e 1, à noite, sendo completadas, totalmente, 4 caçambas de cada medida por turno. A equipe de coleta é composta pelo motorista do caminhão e dois ajudantes.

De acordo com a empresa de coleta, do período do dia 01/09 à 25/09, foram produzidos cerca de  115,79 toneladas de lixo, sendo 2 de lixo séptico, 11 de entulho e 92,25 de lixo comum. Esse número equivale ao peso de uma baleia azul, o maior animal do planeta. O serviço da empresa é solicitado de segunda a sábado e conta, quando necessário, com o auxílio de outras empresas no processo de tratamento de alguns tipo de resíduos, como os sépticos.

Infográfico: Lígia Grillo

Lucas Quixadá, 28, estudante de engenharia ambiental e sanitária, é estagiário na prefeitura da Unifor e trabalha com a relação do lixo reciclável da universidade. Ele afirma que é necessário fazer a separação correta dos resíduos para o melhor aproveitamento da reciclagem. Já Maria Adriana, 41, auxiliar de serviços gerais da Unifor, relata que a quantidade de lixo retirada das salas de aula, diariamente, é muito alta. “Eu trabalho na Odontologia. Só pela manhã, até 16h, são umas oito a dez vezes que a gente recolhe lixo”.

 

Conscientização
Foto: Lígia Grillo

Apesar do trabalho árduo dos funcionários, é necessária a conscientização permanente sobre o lugar apropriado para descartar os resíduos. Cada Centro da universidade tem seu tipo de lixo. Quixadá afirma que, dependendo do tipo de material, o cuidado da reciclagem é diferenciado. Existe o lixo da gráfica, o hospitalar, o orgânico, o comum, além de alguns outros tipos. Cada um deles recebe um tratamento e são encaminhados para lugares diferentes, como o aterro e até o incinerador. “A gente tem que estar sempre recolhendo para manter o ambiente limpo. É muito importante”, relata a auxiliar Adriana.

 

“A gente tem que estar sempre recolhendo para manter o ambiente limpo. É muito importante” (Maria Adriana)

 

Descarte
Foto: Lígia Grillo

Diferente do tipo de resíduo, o material é encaminhado para locais diferentes. O lixo hospitalar, que é caracterizado por estar contaminado por agentes biológicos, como sangue e hemoderivados, excreções, secreções e líquidos orgânicos, resíduos de laboratório de análises clínicas, dentre outros, é encaminhado para o incinerador. Esse tipo de lixo deve ser queimado para garantir que todo tipo de contaminação seja evitada. Já o resíduo comum é encaminhado para o aterro que, na cidade de Fortaleza, se localiza na Praia de Iracema. O lixo orgânico é usado pela Universidade de Fortaleza como adubo e alimento para a maioria dos animais do campus, aqueles que não forem selecionados também são encaminhados para o aterro.

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