Cia. de Dança oferece há 18 anos oportunidade de extensão

Por Melissa Carvalho

Michelle Athayde, bailarina da companhia. Foto: Vinícius Rodrigues

Mais do que uma forma de cuidar do corpo e descontrair, a dança é uma das formas de arte mais antigas. A Companhia de Dança da Unifor existe há mais ou menos 18 anos com o intuito de propagar a arte da dança na Fundação, sendo organizada pela Divisão de Arte e Cultura da vice-reitoria de Extensão e Comunidade Universitária.  A companhia está na quarta gestão, sendo coreografada e coordenada por Márcio Carvalho, 46, e incentiva a prática dessa expressão corporal entre os alunos.

Trabalhando apenas com a dança clássica no início, a companhia, hoje, une todos os estilos. Essa junção proporciona aos bailarinos um maior contato com todos os tipos de dança e a melhoria de suas técnicas. “Quando eles [bailarinos] chegam na companhia, eles têm um pouco de contraste, o clássico é bem diferente de outras linguagens. Então, a companhia é bacana para eles porque vão começar a expandir esses conhecimentos”, explica o coordenador.

“A Companhia é bacana para eles [bailarinos] porque vão começar a expandir esses conhecimentos” (Márcio Carvalho)

As coreografias apresentadas pela companhia são produzidas pelo coreógrafo e bailarinos. Márcio Carvalho ressalta a importância da participação dos dançarinos nesse processo de criação, incentivando o desenvolvimento dessa parte criativa e inserindo a individualidade de cada um. “A gente faz laboratórios entre eles, faz trabalhos de duos e de trios. Eu coloco a intenção do movimento, o que eu penso, o que eu quero, e eles começam a executar. Dessa performática que eles tão desenvolvendo, eu começo a tirar a movimentação do que eu preciso e a gente começa a construir”.

 

Para ingressar na companhia é necessário passar por uma audição e ser examinado por uma banca de professores convidados da área da dança. Durante a apresentação, os candidatos devem mostrar seus talentos nos estilos clássico, contemporâneo, jazz e moderno. Outra parte do exame é uma diagonal, em que eles devem mostrar flexibilidade, força e agilidade. A última etapa da audição é a mais importante, os candidatos devem apresentar alguma criação original de no mínimo dois minutos. Se selecionado, o dançarino passa por um período de adaptação de três meses.

Composição e construção

Antes de algum espetáculo começar a ser produzido, acontece todo um processo de pesquisa. O espetáculo “Composição e Construção” passou quase dois anos sendo produzido entre o coreógrafo e os dançarinos. A intenção do show é mostrar o cotidiano e as particularidades de cada um. O espetáculo não tem uma história, mas apresenta mensagens. Cada coreografia demonstra algum sentimento que os espectadores assimilam e se identificam ao assistir.

 

A trilha sonora do espetáculo é composta por músicas da Banda Queen, como uma homenagem para Freddie Mercury. O coreógrafo é uma grande admirador do cantor e considera que as danças tem muita relação com o ‘eu’ do artista. “Eu tentei trazer as músicas do Freddie com um pouco da história dentro das coreografias. Não fala dele, mas fala um pouco dos conflitos, das loucuras”, esclarece  coreógrafo.

“Eu tentei trazer as músicas do Freddie com um pouco da história dentro das coreografias.” (Márcio Carvalho)

Conheça alguns relatos dos bailarinos da Companhia de Dança da Unifor:

Box: Melissa Carvalho
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