Um por todos e todos por um. As lojas colaborativas estão na moda

Por Ana Luiza Souza

Loja Caixinha. Foto: divulgação

Como você imagina uma loja colaborativa? É um espaço dividido por nichos. Em uma caixinha, roupas íntimas feitas por uma avó; na outra, sandálias produzidas em pequena escala; mais pra frente, mochilas com estampas fofas e descoladas; em um canto, prateleiras com livros e na paredes, dezenas de itens de decoração. Assim são as lojas colaborativas: recheadas de produtos variados, exclusivos e feitos por artesãos, designers, estilistas e artistas independentes que não têm lojas físicas.

A função da loja colaborativa é propor aos empreendimentos um espaço fixo de exposição e venda de seus produtos, sem que seja necessário gastar fortunas com aluguel. Os colaboradores pagam uma taxa mensal para estarem na loja e daí vem o capital que a mantém de portas abertas. Toda a gestão fica por conta do proprietário da loja, e os microempreendedores só são chamados para repor mercadorias e receber o valor apurado pelas vendas.

Praticidade e Aconchego

Elabore, primeira loja colaborativa de Fortaleza. Foto: Ana Luiza Souza

Ao chegar nas collabs stores (como são chamadas em inglês), os clientes encontram, em um único espaço físico, produtos de várias lojas onlines. Além de roupas, presentes, acessórios e decoração, as lojas colaborativas oferecem serviços que agregam valor ao espaço físico. Muitas aceitam a entrada de animais e contam com cafeterias ou área de descontração, onde o cliente encontra video games, assiste séries e tem acesso à internet. Este modelo de lojas colaborativas surgiu na Europa. No Brasil, as primeiras lojas foram criadas em São Paulo e serviram como fonte de inspiração para Larissa Praxedes, 26, sócia majoritária da “Elabore//Collab.store”, a primeira loja colaborativa de Fortaleza.

Para Larissa a intenção das lojas colaborativas é fazer que o cliente se sinta em casa. “Quando vem casais, não é regra, mas, geralmente, a mulher compra a roupa do homem. Aí o cara fica aqui em cima [no segundo andar da loja] de boa. A gente colocou televisão com Netflix e video game. Quando a mãe vem com criança, a gente tem brinquedo de criança, aí a gente traz aqui pra cima também. Aí fica mais tranquilo”, conta.

Do Instagram para a sacola do cliente

Loja ColaBora. Foto: divulgação

Mesmo com todos falndo em crise, as vendas online não cessaram. Segundo, estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em 2017, 43% das pessoas aumentaram a quantidade de produtos adquiridos pela internet, na comparação com 2016. Cientes dessa realidade, os microempreendedores continuam investindo nos aplicativos Instagram, Facebook e Whatsapp para divulgação, ampliação e vendas de seus produtos.

O mesmo acontece com as lojas colaborativas. As redes sociais das lojas estão sempre atualizadas e, em muitos casos, muitas delas passam a existir antes mesmo da criação do espaço físico da loja. “A gente começou com o Instagram e o Facebook antes de abrir a loja mesmo”, conta Larissa Praxedes. Além disso, as redes sociais servem como o principal canal de comunicação entre os clientes e as lojas. Nas principais lojas colaborativas da cidade, só na plataforma Instagram, a Elabore//Collab.store conta hoje com 19.300 seguidores, já a ColaBora reúne 9.514, enquanto que a Caixinha Loja Colaborativa tem 2.300.

Onde encontrar lojas colaborativas em Fortaleza:

 

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