“O mínimo para viver” coloca em questão a anorexia

Por Andressa Câmara

Ellen, interpretada por Lilly Collins, é uma talentosa artista que tem problemas de autoestima e sofre de uma grave anorexia. Sua formação familiar é bastante conturbada: a mãe mora em outra cidade, o pai é ausente e ela vive com sua madrasta Susan (Carrie Preston) e sua meia irmã Kelly (Liana Liberato). Enquanto Ellen acredita que tem a situação sob controle, sua família a enxerga em uma situação arruinada.

Em uma tentativa desesperada, sua família força Ellen a ir para uma espécie de casa de recuperação, orientada pelo Dr. William Beckman (Keune Reeves), conhecido por ter métodos nada tradicionais. O médico procura mostrar que é possível ser menos vítima da própria realidade e adquirir responsabilidade diante das adversidades vividas.

Tentando obter resultados com a Ellen, o doutor realiza uma tentativa de terapia familiar, mas conclui que esse não é o melhor caminho para obter resultados. A casa possui algumas regras e uma delas é que ninguém é obrigado a comer as refeições que são servidas, impondo uma responsabilidade de escolha. Quanto mais a pessoa colabora consigo mesmo, mais pontos ela conquista para obter recompensas, como a permissão de jantar fora, já que todos não estão permitidos a sair da casa.

Adaptação

A jornada de Ellen na casa de recuperação é gradativa, envolvente e cercada cheia de emoções. No início, ela se mostra inflexível a construir relações dentro da casa e se sente irritada por ter que estar convivendo com esse tipo de situação. Com muito esforço, Luke (Alex Sharp), que sofre da mesma doença, consegue construir uma relação de amizade e os dois começam a compartilhar confidências, deixando Ellen mais confortável dentro daquele ambiente.

No processo de adaptação, após se aproximar de Luke, Ellen se sente um pouco mais à vontade para se aproximar dos demais e participa ativamente dos dramas que ocorrem dentro da casa, enxergando que o apoio nos momentos difíceis é a melhor alternativa. Com as sessões de terapia e as intervenções que são realizadas pelo médico, Ellen se vê com duas opções: lutar pela própria vida ou desistir.

 

Ficha técnica

O mínimo para viver

Ano: 2017

Direção: Marti Noxon

Duração: 107 minutos

Classificação: 14 anos

Gênero: Drama

Origem: Estados Unidos (EUA)

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