Docente da Unifor lança livro “Mitologias para o século XXI”

Por Melissa Carvalho

Organizado pelo curso de Jornalismo e a célula de Eventos do Nic, ocorreu o lançamento da obra, escrita por Carlos Velázquez Rueda, professor de História da Arte, Estética e Mitologia na Unifor. Além do autor, a bancada contou com a presença do vice-reitor de Ensino de Graduação da Unifor, professor Henrique de Sá, para fazer a abertura do evento, apresentando o livro.

A obra foi financiada pela Diretoria de Pesquisa de Inovação da Unifor. Velázquez considera significativo o fato do financiamento, no sentido de que é reconhecida a necessidade de desenvolver a compreensão sobre nós mesmos, que, de acordo com o autor, é um dos objetivos do livro.

Sá falou um pouco sobre o mito e suas concepções. Ressaltou que o livro começa de forma “sensata, serena e sincera”, como uma oposição sobre a sua concepção de mito que, de acordo com a sua formação na área da saúde, o categoriza como algo não-explicativo. “Carlos propõe um enfoque transdisciplinar, para ultrapassar a rigidez dos conceitos e dos esquemas científicos, aproximando da vida, que é no final das contas, o foco do elemento central da mitologia”, esclarece.

O professor Velázquez falou sobre a obra e defendeu que a mitologia não é algo do passado. “Os sete cabritinhos”, “Os três porquinhos”, “Pinóquio”, “Star Wars”, “Harry Potter”, “Festa no céu” são histórias que foram explicadas no livro, onde em todas está presente a concepção de “devoração”, mostrando uma forma diferente de enxergar cada uma e como podem se encaixar na nossa realidade.

O autor deixa claro que os mitos são compostos por símbolos, mas que estes não são escolhidos ao acaso. Geralmente, o símbolo tem uma relação com a nossa própria existência. “Todos temos uma memória sensorial. Nós inventamos imagens para traduzir essa memória. Aí que surgem os símbolos, que se organizam em histórias em que depois contamos e recontamos”, explicou. Quando questionado sobre o processo de criação, Velázquez respondeu que, apesar de ter sido conturbado, não foi sofrido. Diz que contou com a ajuda de amigos que tornaram o processo prazeroso.

Principal motivação

O professor Carlos Velázquez. Foto: Celina Diógenes.

Velázquez afirma que a sua preocupação com a geração atual é a principal proposta do livro. O autor se mostra receoso quanto ao legado que as gerações passadas estão deixando para a sua sucessora e a trajetória dos jovens. “É uma situação complexa, não é segredo para ninguém. Me parece que ela muito corresponde com a trajetória que nós, mais velhos, traçamos. O que eu consigo fazer é olhar para essa trajetória e tentar identificar o que faltou, o que deixamos de fora.”, declarou durante o evento, esta manhã (31), no auditório da Biblioteca da Unifor.

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