Os perigos do anticoncepcional

Por Mirelly Oliveira

Muitas pessoas não sabem, mas diversas mulheres sofrem com o uso de anticoncepcionais. Muitas consumidoras alegam que antes de começar o tratamento, não são notificadas dos riscos que o uso dos medicamentos pode trazer.  De acordo com Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde da França, vinte mulheres morrem todo ano por causa da pílula anticoncepcional.

Doenças cardiovasculares como o infarto e câncer de cólon, reto e ovários se tornam mais suscetíveis às mulheres que usam métodos contraceptivos. Mas a trombose é a que apresenta o maior índice de ocorrência. Existem exames como o d’dímero e o fator V, que revelam os riscos para cada pessoa. “Os médicos precisam estar mais atentos e pedir exames genéticos que podem indicar predisposição para trombose”, explica a ginecologista Marta Mesquita.

A estudante de engenharia civil, Alyna Gomes sofreu um aumento de pressão intracraniana, causando uma perda de visão pelo uso de anticoncepcional. “Em novembro de 2013 eu comecei a ter visão dupla. Via duas imagens ao mesmo tempo. Eu tive que parar de dirigir”, relata. Alyna foi a vários médicos e nenhum conseguia concluir o diagnóstico. “Uma neurologista abraçou meu caso, ela me perguntou sobre o meu dia a dia, e falou que podia ser o anticoncepcional. Assim que ela falou que poderia ser o anticoncepcional, eu parei”, conclui.

Após três meses de intenso tratamento com punção na lombar e forte dosagens de remédios, ela recuperou sua visão por total. “Eu estava preste a ter um trombose e meu corpo me alertou”, Alyna afirma. Ela passou quase dois anos impossibilitada de praticar atividades físicas, ou seja, levar uma vida normal. Alyna conta que em nenhum momento foi informada pelos seus antigos médicos que existiam exames que poderiam ter evitado esses problemas.

Todas as mulheres devem ser acompanhadas por um profissional no uso de métodos contraceptivos. O uso indiscriminado da pílula pode ser um dos fatores que levam a esses problemas. “É aconselhável pedir ao médico para apresentar outros métodos contraceptivos menos agressivos. E fazer os exames que possam apontar riscos futuros”, alerta a ginecologista Marta.

A professora universitária Carla Simone Castro, 41 anos, foi diagnosticada com trombose venosa cerebral após usar pílula anticoncepcional. Ela criou a comunidade no Facebook chamada Vítimas de anticoncepcionais. Unidas a favor da vida, que já tem cerca de 130 mil curtidas, e tem como objetivo ajudar mulheres que sofrem com doenças adquiridas pelo uso de anticoncepcional a expor esse problema que muitos não sabem que existe.

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