Os estímulos do café no organismo

Por Mirelly Oliveira

O café é conhecido como um bebida energética, que tira o sono e a preguiça. Considerado como uma droga lícita, é a segunda bebida mais consumida no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). São aproximadamente 81 litros por habitante ao ano, 222ml por dia, aproximadamente. O consumo moderado pode trazer benefícios à saúde e contribuir na prevenção de várias doenças, como a diabetes, o câncer de cólon, fígado e mama, doença de Parkinson, entre outras. Mas ingestão exagerada dessa substância pode provocar a dependência, causando problemas, como fortes enxaquecas e futuras intolerâncias.  

A professora Marcíara Bastos, 53, conta que consome café desde pequena. “Café, pra mim, é necessário. Se eu não tomar fico morrendo de dor de cabeça. O médico disse que é psicológico, já outro disse que meu organismo realmente sente falta da cafeína. É realmente como se fosse uma droga, é viciante”.

Já a estudante Gabrielle Pontes, 21, diz que desenvolveu uma intolerância à cafeína. “Eu sempre bebi muito café, várias vezes ao dia. Mas há 6 meses atrás comecei a me sentir mal, com dores de barriga e vômito. Fiz alguns exames e deu positivo para a alergia à cafeína”, explica. Gabrielle não pode mais beber café com a mesma frequência que bebia antes, agora apenas uma xícara ao dia. Hoje, precisa evitar o consumo de outros alimentos que possuem cafeína, como refrigerantes e chocolates.  

Muitas pessoas ingerem o café para ficarem mais “ligadas” e atentas ao longo do dia. Isso ocorre porque o corpo produz a adenosina, molécula que causa cansaço e diminui a atividade cerebral. A cafeína é muito similar a essa substância, assim consegue ligar-se aos receptores da adenosina no cérebro, mas sem diminuir a atividade cerebral. O efeito não é duradouro e, com o tempo, é preciso de mais cafeína para sustentar a sensação. Confira o vídeo que explica o processo:

 

Pesquisas de universidades e centros especializados em cafeína descobrem, diariamente, novos estímulos provocados pelo café. Um estudo da Universidade de Bristol comprovou que com cafeína na corrente sanguínea as mulheres lidam melhor com situações de alta pressão. Já nos homens, o café diminui a velocidade de raciocínio e eles ficam mais agressivos. Em 2010, na 50ª Conferência Anual da Associação Americana do Coração, foi apresentado um estudo mostrando que, as pessoas que tomam quatro ou mais xícaras de café por dia, têm 18% menos riscos de problemas cardíacos em comparação com outras que tomam apenas uma xícara por dia.

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