Curadores da exposição de Antônio Bandeira falam da sua obra

Por Lígia Grillo

Por ocasião da inauguração da exposição “Antônio Bandeira: um abstracionista amigo da vida”, a Universidade de Fortaleza (Unifor) recebeu hoje (10) seus curadores para uma palestra sobre a vida e obras do artista. O evento, que também serviu como um convite para a exposição, foi ministrado pelos curadores Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud. A exposição vai permanecer até o dia 10 de dezembro, no Espaço Cultural.

Hannud contou sobre a trajetória de Bandeira, suas viagens e os lugares em que morou, já que isso influenciou suas obras. Ele era um artista livre, não se prendia a escolas e estilos. O curador usou frases e citações do próprio Bandeira, de amigos e de críticos para fazer comparações de sua vida com suas produções artísticas.

Já Regina Barros, além de explicar sobre a origem da obra de Antônio Bandeiras, esclareceu ao público o que é ser um artista abstrato. “Um quadrado pode ter significados diferentes dependendo de quem o fez”, disse a professora de história da arte, ao comparar as obras de Bandeira com outros artistas de sua época. Artistas como Doesburg, Malevich e Pollock usufruiam das mesmas particularidades em suas obras como linhas, retas e uso de profundidade e camadas, mas de maneiras diferentes.

Quem foi Antônio Bandeira?

 

Foto: Reprodução.

Antônio Bandeira foi um pintor e desenhista brasileiro que nasceu em Fortaleza, no ano de 1922. Iniciou-se na pintura com a professora Mundica, famosa na capital cearense pelo seu método de ensino, a cópia. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, que nos anos seguintes deu origem à Sociedade Cearense de Artes Plásticas.

Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro, cidade que recebeu sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, mudou-se para Paris em 1946, onde frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e a Académie de la Grande Chaumière. Esse foi o seu primeiro contato com o abstracionismo lírico.

Bandeira participou das duas primeiras edições da Bienal de São Paulo, em 1951, ano que retornou ao Brasil, e em 1953. A segunda edição lhe rendeu um Prêmio Fiat, motivo que o levou novamente à Europa, em 1954. Lá, permaneceu até 1959, passando pela Itália e Inglaterra.

Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a uma atividade artística intensa, participando de importantes exposições, no Brasil e no exterior. Bandeira voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte, dois anos depois.

 

Serviço

 

“Antonio Bandeira: um abstracionista amigo da vid1a”

Curadoria: Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud

Abertura: 10 de agosto, a partir das 19h

Visitação: de 11 de agosto a 12 de dezembro

Local: Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Bairro Edson Queiroz)

Mais informações: (85) 3477.3319 | espacocultural@unifor.br

Um comentário em “Curadores da exposição de Antônio Bandeira falam da sua obra

  • 6 de setembro de 2017 em 21:05
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    Gostei muito do conteúdo e fico aguardando os próximos.

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