Começa 2a. etapa da campanha contra a dengue na Unifor

Por Rhuan de Castro

Com o lema “Não subestime seu adversário” iniciou-se a segunda etapa da campanha organizada pela Universidade de Fortaleza (Unifor) de combate ao mosquito da dengue, em colaboração com o curso de Farmácia e com a Diretoria de Comunicação e Marketing, do Núcleo Integrado de Comunicação (NIC). Na manhã de hoje (25) foi realizada uma palestra sobre ações que combatem ao mosquito Aedes Aegypti. O encontro foi a primeira atividade do evento e reuniu especialistas sobre o tema na biblioteca da universidade.

Inicialmente, Eurico Vasconcelos, doutor em Ciências da Computação e Coordenador de Inovação do Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (NATI/Unifor), falou sobre o uso da tecnologia no combate aos mosquitos transmissores. “O contexto tecnológico em que a sociedade está inserida facilita o acesso à informação. O celular é utilizado para obter informações sobre as doenças”.

“O contexto tecnológico em que a sociedade está inserida facilita o acesso à informação. O celular é utilizado para obter informações sobre as doenças”. (Eurico Vasconcelos)

Vasconcelos fala do aplicativo “Cidadão Agente”, que tem como objetivo chamar a atenção do público de forma interativa para os cuidados necessários contra as larvas e mosquitos. “Dentre inúmeros aplicativos, é necessário um que se adeque à realidade do cidadão. Dentre os fatores, a atualização é essencial”, explica.

Habilidade dispersiva do mosquito

Após a fala do primeiro convidado, Luciano Pamplona, epidemiologista e professor-adjunto da Faculdade de Medicina da UFC, iniciou um debate sobre o comportamento e a biologia do mosquito. Pamplona lembrou da habilidade de adaptação que possui o mosquito. “A fêmea do mosquito coloca os ovos na parede, próximo da água. Esses ovos podem passar um ano sem eclodir até ter o contato com água. Apesar de serem frágeis, ele dispersam com facilidade e possuem uma grande capacidade de sobrevivência”. O especialista concluiu a sua apresentação ressaltando o papel fundamental da educação nesse processo de resistência. “Mobilização social e educação em saúde são importantes. É provável que, com o tempo, essa seja a solução”.

“A fêmea do mosquito coloca os ovos na parede, próximo da água. Esses ovos podem passar um ano sem eclodir até ter o contato com água. Apesar de serem frágeis, ele dispersam com facilidade e possuem uma grande capacidade de sobrevivência”. (Luciano Pamplona)

Antonio Lima, epidemiologista, professor da Unifor e coordenador de Vigilância Epidemiológica de Fortaleza também participou abordando a epidemiologia das arboviroses. Ele explicou como a variabilidade do vírus impede um tratamento preciso. “A mortalidade é muito elevada, mas não é descrita com eficiência. Existe dificuldade na hora da terapia, pois os casos diferem, impedindo um tratamento específico”, argumenta.

“A mortalidade é muito elevada, mas não é descrita com eficiência. Existe dificuldade na hora da terapia, pois os casos diferem, impedindo um tratamento específico” (Antonio Lima)

Keny Colares, médico infectologista, professor e coordenador do mestrado de Ciências Médicas da Unifor encerrou a palestra tratando sobre a abordagem de pacientes com suspeita de dengue e a adaptação do vírus. “O vírus varia bastante. Ele é adaptável e por conta disso, na hora do diagnóstico, ocorre uma complicação na identificação do mesmo”, explica.

“O vírus varia bastante. Ele é adaptável e por conta disso, na hora do diagnóstico, ocorre uma complicação na identificação do mesmo”. (Keny Colares)

 

Serviço:

Campanha contra o mosquito Aedes Aegypti

Data: 25/05 – Lançamento da campanha – Palestra no Auditório da Biblioteca – 8h – Intervenção no Centro de Convivência (Manhã/Tarde/Noite)

26/05 – Intervenção no Centro de Convivência (Manhã/Tarde/Noite)

27/05 e 28/05 – Intervenção no Campus Livre

Local: Universidade de Fortaleza

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