Escotismo estimula o convívio com a diferença

Por Lígia Grillo

Foto: Reprodução.

O lema principal dos escoteiros é “Sempre Alerta Para Servir”. Além dele, existem as dez leis escoteiras, onde uma delas diz que “o escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros”. Ou seja, deve aceitar as diferenças, não importantando a classe social, religião ou nacionalidade. Isso abre portas para a inclusão de jovens com dificuldades em qualquer âmbito, permitindo seu desenvolvimento físico, pessoal e social.

Edvaldo de Oliveira, pai de Anderson de Oliveira, 19, estudante, conta como o escotismo ajudou no desenvolvimento de seu filho autista e como o ajudou na diminuição da ansiedade e no aumento da auto-estima. “Fora do grupo ele ainda tem dificuldade de socialização, isso devido ao autismo, porém, o grupo o deixa bem. Ele gosta das pessoas do grupo, conversa com e sobre elas, bem diferente do convívio no dia a dia com pessoas estranhas. Mas, mesmo ele ainda sendo meio fechado em relação a pessoas estranhas, notei que tem conseguido se desenrolar mais facilmente”, relata.

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“A inclusão no movimento escoteiro é importante, pois somos um movimento de educação. Trabalhar a inclusão faz com que nossos jovens e até mesmo os adultos consigam conviver de forma harmoniosa, na construção de um mundo melhor, onde se respeite as diferenças e se valorize a vida”, afirma Sandra Valda, 54, funcionária pública estadual e escotista no 25º Grupo Escoteiro Eudoro Corrêa em Fortaleza. “Respeitando os limites de cada um e aceitando o outro como ele é, fazendo atividades onde cada um tenha a oportunidade de vivenciar esses momentos. O mais importante é fazer com que todos nós aprendamos a conviver com harmonia”, completa.

 

Fins educacionais

O site dos Escoteiros do Brasil disponibiliza uma cartilha (http://escoteiros.org.br/arquivos/inclusao/cartilha_como_lidar_com_as_deficiencias.pdf) sobre como lidar com as deficiências com o objetivo de facilitar e estimular o convívio entre as pessoas e o movimento escoteiro. Nela são explicados seus diversos tipos e a importância de conviver com a diversidade.

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O escotismo é um movimento de caráter educacional, voluntário e sem fins lucrativos. Foi fundado pelo inglês Robert Stephenson Smyth Baden-Powell com o intuito do desenvolvimento do jovem por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira. Através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, faz com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornando-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina. Já conta com mais de 40 milhões de escoteiros no mundo de acordo com a Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME).

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Os ramos, como são nomeadas as divisões por faixa etária, são denominadas de ramo lobinho: 6,5 a 10 anos, ramo escoteiro: 11 a 14 anos, ramo sênior: 15 a 17 anos,  ramo pioneiro: 18 a 21 anos. A partir de 21 anos, os jovens são considerados voluntários e atuam como escotistas. Dentro das divisões de cada ramo existem as patrulhas, ou matilhas, como são chamadas no ramo lobinho, normalmente com até 6 integrantes.

Os escoteiros no Brasil são representados pela organização “Escoteiros do Brasil”. A nível mundial, o Movimento Escoteiro é regido pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME), que é uma organização independente, apolítica e não-governamental, composta de 164 organizações nacionais. Essas organizações estão espalhadas por 223 países e territórios em todo o mundo.

Confira o vídeo abaixo para conhecer um pouco mais desse movimento que reúne escoteiros pelo mundo inteiro.

 

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