Prática do slackline estimula corpo e mente

Por Luiza Ester

O slackline, esporte no qual a finalidade é percorrer sobre uma fita elástica de aproximadamente 5 cm de largura, começou a se propagar no Brasil por volta de 2011. O litoral do país tem sido o cenário mais comum para sua prática, em função da natureza proporcionar relaxamento. Essa modalidade tem atraído cada vez mais adeptos, tanto pelo lazer quanto pelos benefícios físicos e mentais que pode gerar.

Por ter sua maior habilidade baseada no equilíbrio, o slackline consegue promover aquilo que, às vezes, passa despercebido pela correria do cotidiano: a estabilização das emoções e, consequentemente, do raciocínio. De acordo com o site “VivaSlack”, referência no assunto, o esporte “ajuda a relaxar e aliviar o estresse, afetando de forma positiva o corpo e a mente. […] Tudo isso sem contar com a liberação de endorfina, um hormônio que promove bem-estar durante e depois da atividade”.

Vinícius Cauhy professor e praticante do slackline. Foto: arquivo pessoal

Além disso, o esporte favorece o comportamento muscular do indivíduo, por dentro e por fora. Para Vinicius Cauhy, formado em Ciências do Esporte, professor e praticante do slackline, “a posição do corpo adequada ao slackline é alcançada quando há equilíbrio, devido a uma combinação de ações musculares com intenção de assumir ou sustentar qualquer posição, em interação com a força gravitacional e com as condições da base de sustentação”. Por isso, o slackline melhora a postura, o equilíbrio e a respiração, fortalece o abdômen, aumenta a força e ajuda a prevenir lesões. O preço médio da fita no mercado varia entre R$ 100,00 e R$ 200,00.

Motivação

Muitas pessoas desistem logo no começo, por achar que não conseguem se manter firmes em tão pouco espaço, como é a fita usada na modalidade. Todavia, é no esporte que o praticante pode adquirir uma melhora em sua concentração e autoconfiança. Segundo Cauhy, “a iniciação no slackline é difícil no começo, ou pelo menos não nos é familiar e habitual. As pessoas devem ter uma maior motivação, uma maior determinação, acreditarem que é possível, para que não haja um bloqueio mental que a afaste da prática”.

Rômulo Silveira praticando slackline na praia. Foto: arquivo pessoal

Rômulo Silveira, 20, praticante do slackline desde 2013, começou no esporte com um grupo de pessoas, e isso foi importante para lidar com atividades em grupo. Ele mantém as mesmas amizades até hoje, e, aos finais de semana, o grupo intitulado “Por um fio Slackline” se reúne no Aterro da Praia de Iracema. “Percebi uma melhor percepção do meu corpo, além do desenvolvimento do equilíbrio, do condicionamento físico e da flexibilidade”, acrescenta sobre os benefícios físicos promovidos pela atividade.

Da Califórnia para o mundo

O slackline teve seu início na Califórnia (EUA), nos anos 1980. Muitos alpinistas se reuniam para praticar escalada no Parque Yosemite Valley e, durante os intervalos, se divertiam. Aperfeiçoando técnicas de equilíbrio e manobras sobre as correntes do estacionamento do parque, surgiu o esporte que hoje é conhecido como Slackline, que pode ser traduzido para “linha frouxa” ou “corda bamba”.

Rapidamente conquistou as pessoas. Atualmente, há diversos praticantes e campeonatos espalhados por todos os continentes. Já foram realizados o Mundial de Slackline, os festivais Caminante del Cielo (Santiago de Querétaro, México), French Riviera Highline Meeting (Saint-Jeannet, França) e Freemotion Festival (Kalmar, Suécia). No Brasil, existe o Campeonato Brasileiro de Slackline sobre as Águas, o Campeonato Paranaense de Slackline e o festival Gravatation (Florianópolis-SC).

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