Cresce preocupação por uma alimentação mais saudável

Por Lígia Grillo

A alimentação saudável é algo essencial para o bem-estar do corpo e da mente. Segundo levantamento da Euromonitor, agência americana de pesquisa, o Brasil já é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis do mundo, arrecadando cerca de US$ 27,5 biFlAGallerylhões, em 2015. Esse mercado cresceu 98% no Brasil entre 2009 e 2014. A agência prevê um crescimento expansivo do setor até 2020.

Amanda Carmo, 20, estudante de nutrição.
Foto: Arquivo Pessoal

Cerca de 80% das pessoas bebem, pelo menos uma vez na semana, sucos artificiais ou refrigerantes (sendo que 85% consomem versões não dietéticas) e 29,8% afirmaram consumi-los com frequência, ou seja, em cinco ou mais dias por semana. Refrigerantes e sucos industrializados contêm grandes quantidades de açúcar e conservantes, logo devem ser evitados em prol de uma alimentação saudável. “Evito beber desnecessariamente, evito muito consumir muita massa, pão, refrigerante e bolo”, conta Amanda Carmo, 20, estudante de nutrição, que já esteve acima do peso, mas que hoje possui o hábito saudável. “Eu já fui muito obesa, já pesei 80 kg. Perdi 25 kg e eu mantenho esse hábito, desde que eu fui aprendendo as coisas sobre alimentação saudável”. 

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que o número de pessoas acima dos 20 anos que pesam mais do que deveriam teve um salto expressivo na última década. Em 2003, 42,4% dos homens tinham excesso de peso, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Já em 2013, esse índice passou para 57,3%, de acordo com a PNS. O aumento é ainda mais significativo entre as mulheres, que viram sua taxa de excesso de peso pular de 42,1% para 59,8%, no mesmo período, segundo informações do site O Globo.

Muitas pessoas seguem a tendência da vida saudável, mas as taxas de doenças como colesterol e diabetes ainda são bem altas, chegando a matar 17 milhões de pessoas, anualmente, em todo o mundo, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS).

Samara Almeida, 33, nutricionista.
Foto: Arquivo Pessoal

Exercícios físicos e a alimentação balanceada são essenciais para combater esses problemas. De acordo com a nutricionista Samara Almeida, 33, é necessário estabelecer uma rotina programada no que diz respeito à prática de atividade física, hábito alimentar (ingestão adequada de nutrientes) e descanso do corpo e da mente para ter uma vida saudável. A falta desse hábito pode acarretar na ausência de saúde e aparecimento de DCNT (doenças crônicas não transmissíveis), como hipertensão, diabetes, obesidade e câncer.

 

Alimentos Orgânicos

Nos alimentos orgânicos, durante a  sua produção, não são usados nenhum tipo de herbicidas, fertilizantes ou pesticidas, além de proibir qualquer semente modificada geneticamente e aditivos químicos sintéticos como corantes, aromatizantes e emulsificantes, diferente dos alimentos normais onde  é frequente o uso desses produtos.

Foto: Reprodução.

Mesmo com o aumento da taxa de sobrepeso no Brasil, o mercado brasileiro de alimentos orgânicos também está crescendo a taxas significativas que passam de 20% ao ano, conforme registros do projeto Organics Brasil. O índice foi de 25% em 2015 e agora deve passar de 30%. O mercado está crescendo em ritmo dobrado no Brasil, embora o país ainda represente menos de 1% da produção e do consumo.

Alimentos orgânicos são os alimentos produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos. A diferença de preços entre produtos orgânicos e convencionais pode superar 270%. É o caso do filé de peito de frango. O convencional, é vendido, em média, por R$12,90, enquanto o orgânico custa R$47,80, de acordo com a pesquisa realizada pelo diretor comercial da Korin, Edson Shiguemoto. As informações são do site Folha de São Paulo. Apesar do preço alto, os alimentos orgânicos fazem muito bem para a saúde por serem naturais.

 

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