Acidentes com motos estão entre os mais frequentes no trânsito de Fortaleza

Por Rhuan de Castro

Acidentes envolvendo motociclistas estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil. Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde constatou que acidentes com motos são responsáveis por um aumento de 115% das internações em hospitais públicos. O estudo ainda adverte que, em dez anos, o número de mortes aumentou 280%, totalizando 12 mil vítimas por ano.

Percorrendo as cidades em cima de duas rodas, os motociclistas já representam uma boa porcentagem dos motoristas do Brasil. Um levantamento realizado pelo sindicato da indústria de autopeças (Sindipeças) constatou que a frota de motociclistas do Brasil atingiu 13,12 milhões de unidades em 2014.

Diante desse aumento de acidentes, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estipula regras que visam evitar os acidentes, ou ao menos, amenizar os danos causados pelos mesmos. Entre as exigências estão:

  • O uso obrigatório de capacetes (Devem estar etiquetados pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia Normatização e Qualidade Industrial);
  • No caso de capacetes sem viseira, o uso de óculos de proteção é obrigatório;
  • Uso de vestimenta adequada (Sem definição específica);
  • O uso das duas mãos para o manuseio do guidão;
  • A moto deve estar devidamente equipada com retrovisores, faróis, lanternas, iluminação na placa traseira, luzes de seta, velocímetro, buzina, pneus e abafador de ruídos.

Hilton de Castro, 46, motorista, conta sua experiência como motociclista pela cidade de Fortaleza, e considera que as leis são importantes mas não são devidamente seguidas. “Há alguns anos atrás eu me envolvi em um acidente de moto. Eu fui fazer uma curva com velocidade excedida e acabei indo de encontro ao chão. Na época eu não era muito adepto das leis de velocidade e sei que hoje em dia alguns motoristas também não são, mas hoje vejo o quão é importante seguir as leis de trânsito”.

“Há alguns anos atrás eu me envolvi em um acidente de moto. Eu fui fazer uma curva com velocidade excedida e acabei indo de encontro ao chão. Na época eu não era muito adepto das leis de velocidade e sei que hoje em dia alguns motoristas também não são, mas hoje vejo o quão é importante seguir as leis de trânsito”. (Hilton de Castro)

Entre os anos de 2002 e 2013, o número de feridos e mortos em acidentes com motos triplicou no país. De acordo com dados recolhidos pelo “Retrato da Segurança Viária no Brasil” e obtidos pelo site UOL, no período em questão 88.686 ficaram feridas ao se envolver nesse tipo de acidente. Os resultados tiveram como base apenas os acidentes cujo o transporte estava envolvido, descartando as categorias “outros” e “sem informação”. Dentre os fatores que contribuem para esses acidentes, foram apontados a fragilidades das vias e falta de campanhas de conscientização de usuários.

Além disso, a falta de preparo também é um contribuinte. Os novos condutores não têm um contato prévio com as pistas, outros veículos e pedestres.

Em entrevista ao ZH trânsito, Valter Ferreira, Presidente do Sindimoto, fala que além da falta de educação, a falta de preparo também é um problema. “A formação não é qualificada. Os motoristas são formados em áreas fechadas, sem contato com o óleo na pista, com outros veículos ou pedestres. Antigamente os critérios para se tirar uma CNH de moto eram mais rigorosos. Hoje, com uma carteira básica, pode-se pilotar qualquer moto, desde as pequenas até as grandes, que exigem outro nível de pilotagem”.

“A formação não é qualificada. Os motoristas são formados em áreas fechadas, sem contato com o óleo na pista, com outros veículos ou pedestres. (Valter Ferreira)

Outro problema que aumenta o perigo da pilotagem de motos é a qualidade das vias. Heldair de Castro, 55, dona de casa, é motociclista há 16 anos e relata que “Fortaleza possui muitas vias em estado precário. Quando são concertadas, o trabalho não é muito bom e buracos eventualmente aparecem. Além disso, existe uma grande falta de educação entre os motoristas, tanto de moto quanto de carro. A falta de preparo de alguns motoristas também é um fator relevante para que ocorram esses acidentes”, reclama.

“Fortaleza possui muitas vias em estado precário. Quando são concertadas, o trabalho não é muito bom e buracos eventualmente aparecem. Além disso, existe uma grande falta de educação entre os motoristas, tanto de moto quanto de carro. A falta de preparo de alguns motoristas também é um fator relevante para que ocorram esses acidentes”. (Heldair de Castro)

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