ONU debate esgoto no Dia Mundial da Água

Por Luiza Ester

Este ano o assunto eleito pela Organização das Nações Unidas para ser debatido é “águas residuais”, conceito menos vulgar para a água descartada pelo homem, comumente denominada de esgoto. Nessa perspectiva, a organização alerta que mais de 80% do esgoto produzido volta à natureza sem receber o devido tratamento. Cerca de 1,8 bilhão de pessoas usam fontes de água contaminadas por fezes para beber e, a cada ano, a falta de saneamento mata 842 mil pessoas.

Desde 1993, o dia 22 de março passou a ser data comemorativa do Dia Mundial da Água. Com o intuito de promover a conscientização sobre o uso desse importante recurso, esse registro foi realizado durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em 1992. Assim, anualmente, a ONU escolhe um tema para discutir ações e difundi-las.

Semana da água do CCT

Diante disso, o Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade de Fortaleza realiza a “Semana da Água do CCT”, um evento gratuito e aberto ao público entre os dias 20 a 23 de março. A abertura da eventualidade ocorreu na noite de ontem (20/03), no auditório da biblioteca da universidade, ministrada pelo professor Dr. José Sérgio dos Santos, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), falando sobre saneamento e a universidade.

Além disso, a semana segue com temas bastante relevantes e de interesse geral, como o tratamento dos esgotos, o geoprocessamento, a dessalinização de águas subterrâneas, o reúso e a busca por reservatórios de água no Estado. Assim, serão ministradas por especialistas no assunto, entre professores, doutores, engenheiros agrônomos, consultores ambientais e geólogos.

Reutilização da água

A Unifor possui, há mais de 20 anos, um histórico na busca da consciência e reutilização deste precioso líquido. A instituição possui uma lagoa em seu campus, sendo dela a água retirada para as descargas nos banheiros dos blocos construídos mais recentes, para alimentar as diversas fontes e regar as plantas espalhadas por toda a universidade.

Segundo Heraldo Menezes, coordenador de manutenção da Unifor, essa prática é essencial, pois “a água é um bem infinito que deve ser zelado como qualquer outra coisa”. Todavia, há um espaço em frente ao Centro de Convivência da universidade, onde cerca de uma dezena de fontes pequenas transbordam água invariavelmente. Questionado por isso, Heraldo afirmou que, além da questão estética, todas as fontes encontradas na Unifor possuem uma finalidade, até aquelas que, à princípio, não aparentam. Assim, relatou ser a climatização do campus a real causa desse ponto, declarando que, tanto estas como as outras fontes, somam ao conjunto de fatores que influenciam sobre o clima dentro da Universidade.

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