Videoaulas são novas opções de estudo

Por Letícia Feitosa

A videoaula é um instrumento de ensino-aprendizagem já popular entre alunos que desejam aprender fora da sala de aula. Essa alternativa de estudo popularizou-se por causa do desenvolvimento tecnológico e da internet. A disseminação de aparelhos como tablets, smartphones e notebooks também permitiu um maior alcance das videoaulas, pois tornou-se possível assisti-las em qualquer lugar, contanto que haja conexão com a internet. Hoje, podem-se encontrar inúmeros canais no Youtube, sites específicos e instituições que disponibilizam aulas em vídeo gratuitas ou pagas.

O “Youtube EDU” é um canal que disponibiliza, gratuitamente, mais de 8 mil aulas em vídeo. Foto: divulgação

A Universidade de Campinas (Unicamp), por exemplo, lançou em 2013 um portal de videoaulas feitas pelos professores da própria instituição. No Youtube, é possível que qualquer pessoa crie um canal, seja professor ou alguém que saiba muito sobre um assunto e queira tornar público o conhecimento. O Google, em parceria com a fundação Lemann, criou o canal “Youtube Edu”, plataforma que disponibiliza, gratuitamente, 8 mil aulas para estudantes e professores dos ensinos fundamental e médio de todo o país. Uma pesquisa feita na rede social, em 2014, constatou que, apenas no Brasil, haviam cerca de 2.340.000 videoaulas e 100.700.000 tutoriais no site.

Além de vídeos feitos por professores e instituições, alguns estudantes e pesquisadores também compartilham o seu aprendizado online. Débora Aladim é estudante de História e há dois anos produz vídeos com conteúdos voltados à disciplina e dicas de estudos, principalmente para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O canal no Youtube da jovem tem 522.556 inscritos e mais de 18 milhões de visualizações.

 

Há muito material voltado a conteúdos dos ensinos fundamental e médio. Clarissa Lemos, 13, é aluna do nono ano e há um ano usa as videoaulas como material complementar ao que aprende em sala de aula. “Eu não me sentia segura em só ler o que estava nos meus livros da escola, procurava outras fontes para aprimorar meu conhecimento e essa [videoaula] foi uma das que mais me ajudaram”, relata a jovem que consome material de sites específicos, como Stoodi e Descomplica.

Outra estudante, Leíssa Feitosa, 15, do ensino médio, começou a ter que recorrer às videoaulas no ano passado, pois não havia dinheiro o suficiente para investir nos livros físicos. “Costumo assistir às aulas de matérias que eu tenho mais dificuldade de aprender, como física e química”, conta.

Alunos do ensino superior também utilizam deste recurso. É o caso do estudante de Arquitetura e Urbanismo, Franklin Lemos, 20. Diz que este é um hábito que surgiu no ensino fundamental e, atualmente, por conta da faculdade, assiste às aulas de desenho online. “As videoaulas são importantes para quando você não tem o professor do seu lado. Elas ajudam porque trazem uma linguagem mais próxima do aluno. Tudo que você quiser, tem lá. E vão ter pessoas dos mais variados tipos explicando”, conta.

As videoaulas são importantes para quando você não tem o professor do seu lado. Elas ajudam porque trazem uma linguagem mais próxima do aluno mesmo. […] Tudo que você quiser, tem lá. E vão ter pessoas dos mais variados tipos explicando” (Franklin Lemos)

 

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