Redes sociais impulsionam compras online

Por Letícia Feitosa

A internet trouxe novas possibilidades para o universo da compra e venda de produtos. Conforme um estudo feito pelo Google e pela empresa Forrester Research, o número de vendas online terão um crescimento anual médio de 12,4% e irão atingir um total de 85 bilhões de vendas até 2021. Cientes desse aumento do comércio virtual, muitos empreendedores apostam nas redes sociais para a divulgação, ampliação e vendas de seus produtos.

Produto da loja virtual, YellowFante. Foto: Divulgação

Patrícia Vasconcelos, 19 anos, é estudante de Medicina Veterinária na Universidade Estadual do Ceará, e organiza, junto com outras sete pessoas, o Bazar Desapeguei. O bazar acontece nos finais de semana em uma local físico, mas as criadoras encontraram no Instagram e no Facebook uma maneira de expandir a clientela. “Grande parte do público que queremos atingir, jovens de 16 a 25 anos, utiliza as redes sociais para procurar sobre moda, e principalmente moda com preços acessíveis. E decidi entrar com o Instagram, a página e com o evento no Facebook”, explica Patrícia.

Graduada em Jornalismo, Ana Paula Almeida, 33, criou a Yellowfante, uma loja virtual de roupas infantis masculinas. Logo de início, Paula procurou as redes sociais para divulgar os produtos da marca e percebeu que a 90% das vendas vinham do Instagram. “Fui descobrindo que o Instagram era uma ferramenta em ascensão para quem tá vendendo. Hoje, eu estou mantendo o Facebook só porque eu já criei e tenho o material. Mas o forte mesmo, as peças e as criações, são todas pensadas para o Instagram”, explica.

Fui descobrindo que o Instagram era uma ferramenta em ascensão para quem tá vendendo.” (Ana Paula Almeida)

Mas há quem vende apenas por intermédio das redes sociais. É o caso do Brechó Retroagir, um brechó que incentiva o consumo consciente e comercializa somente peças sustentáveis. Orleanne Barreto, 21 anos, é fundadora do brechó e explica que precisa usar estratégias para alcançar mais consumidores: “Tem que ter toda uma preocupação  com o uso das hashtags para ter mais visibilidade e a que horas postar. No Facebook é mais complicado porque chega uma hora que, se você quiser ter mais visibilidade, tem que pagar. Tem que ficar compartilhando em páginas com frequência”

Apesar de todos os benefícios, existem dificuldades para quem decide vender online. Ana Paula acredita que a maior complicação seja a de criar credibilidade para a marca. “Existe muita gente que tem resistência, e isso independente de ser através de redes sociais. E aí é um trabalho que você vai fazer de marketing para passar confiança para o cliente”, conta.

A estudante de Letras da Universidade Federal de Fortaleza, Giulia Castro, 19 anos, está frequentemente comprando em brechós e em lojas no Instagram. Giulia, no início, tinha receio de comprar online, mas aos poucos foi ficando mais confiante com a ideia. Ela prefere comprar pelas redes sociais porque “dá para tirar dúvidas com a própria pessoa que está vendendo e também porque são peças diferentes do padrão que a gente vê”, relata.

 

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