Automedicação: um perigo cotidiano para todos

Por Edson Baima

Por não terem os conhecimentos clínicos necessários para diagnosticar doenças, muitas pessoas confundem os sintomas e erram ao se automedicarem. Querer assumir o papel que é de um profissional de saúde pode gerar consequências sérias à saúde.

Um grande problema que precisa ser esclarecido é que o medicamento é o mesmo para todos, mas os organismos respondem de formas diferentes. Ou seja, remédios ingeridos sem prescrição e indiscriminadamente, muitas vezes, reagem de maneira distinta nas pessoas. Diante disso, é fundamental que o enfermo se consulte para saber qual medicação tomar, aliado às dosagens e seus riscos.

Resistência e riscos

Se uma pessoa escolher e fazer o uso aleatório de uma medicação, no caso de antibióticos, não se sabe se o medicamento conseguirá atingir o micro-organismo que está causando a doença. Quando o microrganismo não é atingido corretamente ele torna-se cada vez mais resistente, agravando o estado de saúde do paciente.  

Segundo a enfermeira do Instituto do Câncer do Ceará, Lúcia Santos, “os riscos podem variar entre alergia, urticária, parada respiratória e até a morte”, por exemplo. Isso acontece devido à resistência do micro-organismo causada pelo medicamento usado indevidamente.

Medicamentos cotidianos

“Toda medicação, por aparentemente simples que seja, nenhuma é inócua [que não causa efeito colateral] ao organismo”, explica a enfermeira sobre a ingestão de remédios comuns no dia-a-dia das pessoas, como o Paracetamol. Esta é uma medicação que prejudica o fígado, conhecida clinicamente como hepatotóxica. “As pessoas que possuem o fígado danificado, como as que possuem hepatite e cirrose, não podem tomar Paracetamol. Quem toma o medicamento frequentemente expõe o órgão ao risco de reduzir sua função”, completa Lúcia.

Orientação ao paciente

O Ministério da Saúde orienta para sempre procurar um médico ao desconfiar de qualquer problema de saúde antes de ingerir qualquer fármaco e não aceitar recomendações de amigos, parentes etc.

É válido ressaltar que, ao se consultar com o médico, deve-se informá-lo sobre a frequência do consumo bebidas alcoólicas, uma vez que o uso do álcool, aliado aos remédios, pode prejudicar o funcionamento de alguns órgãos.

Para saber mais sobre o assunto, consulte a cartilha disponibilizada na internet pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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