O que estamos comendo?!

Por Davi Piancó e Matheus Miranda

“Que a comida seja teu alimento e o alimento teu remédio” pregava Hipócrates – pai da  medicina, há 400 anos antes de Cristo. E, com o passar do tempo, está comprovado que, para ter uma vida saudável, sem problemas de saúde no futuro, uma boa alimentação é fundamental. Problemas de saúde ligados à obesidade são inúmeros, como diabetes, doenças cardíacas, cárceres, úlceras infecções na pele entre outras.

A alimentação humana mudou bastante com o passar dos anos, as comidas foram se tornando cada vez mais químicas do que naturais. Estamos vivendo a era dos produtos industrializados, repleto de agrotóxicos e conservantes. O consumo em excesso desses alimentos pode agravar ou até fazer surgir diversos problemas de saúdes já citados acima. O uso de produtos é necessário em alguns casos para manter o alimento conservado, pois como são fabricados em grande escala e tendem a passar muito tempo nas prateleiras dos supermercados, o produto não poderia ter um prazo de validade mais elevado.

A criação desses alimentos industrializados, e as altas jornadas de trabalho, é um “prato cheio” para o aumento do índice da má alimentação. Cada vez mais, o ser humano tem menos tempo de se alimentar corretamente, quando o indicado é comer de três em três horas. “Tome café da manhã como um Rei, almoce como um Príncipe e jante como um Mendigo”. De acordo com o Alfredo Halpern, Endocrinologista da USP , a afirmação está mais que correta. Afinal, para passar um longo dia de trabalho com energia é preciso estar bem alimentado de nutrientes e vitaminas, como por exemplo cereais matinais, frutas e iogurtes, já no almoço o importante são as proteínas, encontradas nas carnes entre outras “fontes”. O jantar tem que ser regrado, pois o tempo de descanso e a digestão fica mais lenta, recomenda-se uma diminuição na quantidade de alimentos.

Ajuda de um profissional

Para ter uma boa alimentação ou uma dieta regrada, o acompanhamento de um profissional é fundamental, pois só ele sabe o que cada um precisa e necessita ao certo. Muitos jovens entre 16 a 21 anos procuram fórmulas milagrosas para perder ou ganhar peso. Existem casos de pessoas que chegam a passar cerca de 12 horas sem se alimentar, ocorrendo desidratação em alto grau, em alguns casos chegando até mesmo a morte. De acordo com site Revista Pesquisa, passar por um jejum prolongado, pode interferir na insulina do corpo e alterar o nível de glicose nas células, podendo vir a desenvolver a diabetes.

Segundo a Nutricionista Renata Mano, 26, a ‘‘fase da adolescência é marcada por grande mudanças fisiológicas, corporais bem como a mudança de comportamento. Entretanto, o estilo de vida, os hábitos alimentares da família, as tendências alimentares seguidas por amigos e a influência da mídia contribuem para que os adolescentes, geralmente, não tenham uma boa nutrição’’, relata a nutricionista. Além disso, há um aspecto importante a se ressaltar que é a preocupação com a imagem corporal, algo bastante comum entre os adolescentes.

‘‘Os hábitos alimentares da família, as tendências alimentares seguidas por amigos e a influência da mídia contribuem para que os adolescentes, geralmente, não tenham uma boa nutrição’’ (Renata Mano)

A dificuldade de comer bem

Comer bem, na maioria das vezes, pode ser caro, o que afasta algumas pessoas desse hábito saudável. A própria correria do dia afasta esse o ser humano desse costume sadio. Larissa Ferreira, estudante de Direito, afirma que tem dificuldade de comer bem, devido ao fator financeiro, e também devido a pouca oferta desses alimentos saudáveis. “Eu como bem às vezes, mas a maioria das vezes não dá, tanto pelo pouco tempo que sobra, como pela comodidade. Sempre tem um carrinho de cachorro quente perto da gente, alguém vendendo esse tipo de alimento é comum. E não é tão comum você ver esse tipo de comida saudável nas lanchonetes, agora com esses food-trucks foi que aumentou ainda mais. Mas o preço é bem elevado quando comparado”, relata a estudante.

“Não é tão comum você ver esse tipo de comida saudável nas lanchonetes, agora com esses food-trucks foi que aumentou ainda mais. Mas o preço é bem elevado, quando comparado” (Larissa Ferreira)

Por outro lado a professora de Português Manuela Carvalho, 32, declara que tenta regrar ao máximo a sua boa alimentação. ‘‘Todo dia quando eu vou para o meu trabalho, levo a minha lancheira térmica, levo frutas, suco de limão e um sanduíche natural, para tentar evitar o consumo de alimentos industrializados’’, comentou a professora que desde os 19 anos de idade decidiu parar de comer em fast-foods, por causa de uma infecção intestinal.

‘‘Todo dia quando eu vou pra o meu trabalho, levo a minha lancheira térmica, nas quais eu levo frutas, suco de limão e um sanduíche natural, para tentar evitar o consumo de alimentos industrializados’’ (Manuela Carvalho)

ONU proclama Década da Nutrição (2016-2025)

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) reconhece a necessidade de cessar a fome e evitar todas as formas de desnutrição em todo o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas permanecem cronicamente subnutridas e mais de dois bilhões sofrem de deficiências de micronutrientes.

A organização compromete os governos a exercerem seus papéis primários e responsabilidades para enfrentar a desnutrição, baixa estatura, desperdício, baixo peso e sobrepeso em crianças menores de cinco anos de idade, anemia em mulheres entre outras deficiências de micronutrientes. O plano que vai até 2025, obriga a reverter as tendências crescentes em sobrepeso, obesidade e reduzir a carga de doenças não transmissíveis relacionadas com a alimentação em todos os grupos etários.

 

 

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