Onde ninguém jamais esteve

Por Matheus Miranda

No dia 8 de setembro de 1966, um ex-piloto da companhia aérea “Pan Am” (Pan American World Airways), Gene Roddenberry, teve a ideia de criar e colocar nas telinhas uma série de ficção-científica chamada de Star Trek. No Brasil, intitulado de Jornada nas Estrelas.

Foram 50 anos, sete temporadas e 13 filmes contando as aventuras da nave estelar USS Enterprise e sua tripulação. Desde a década de 1960, a série trouxe várias inovações tecnológicas, como por exemplo, os ditos ‘‘comunicadores’’ que representava na série o aparelho que conseguia comunicar-se, com toda a tripulação. Nos dias atuais, esse aparelho  materializou-se na forma de telefones celulares. A série conseguiu retratar, a grande variedade de etnias como caucasianos, orientais, africanos, além de extraterrestres, todos convivendo em harmonia entre si numa demonstração de tolerância, inclusão e amizade mútuas.

A mais nova atração da franquiaStar Trek: Sem Fronteiras começa quando, o então Capitão James T. Kirk (Chris Pine) e sua equipe, chegam à Estação Espacial da Federação depois de ficar cinco anos desbravando novos tipos de vidas no espaço.

No entanto, um chamado de socorro de uma região ainda não explorada da galáxia, faz com que a USS Enterprise seja escalada para a missão de resgate. Porém, ao chegar no local, surge uma ameaça liderada pelo misterioso Krall (Idris Elba), que apresenta um grande ódio pela Federação Espacial.

Na história, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa em um planeta desconhecido, precisando encontrar um modo de fugir e enfrentar um inimigo que planeja destruir a Federação dos Planetas Unidos. Foto: reprodução.

A relação entre Spock (Zachary Quinto) e Leonard McCoy (Karl Urban) é interessante, abordando um certo “humor-negro”, que nos faz rir dos diversos dramas apresentados na obra. McCoy e suas reivindicações são cômicas, justamente por serem previsíveis, fazendo com que o público consiga imaginar a reação do personagem antes mesmo dela acontecer.

O peso da participação feminina neste filme também é bastante explorada, pois é perceptível ver o quanto Nyota Uhura (Zoe Saldana) tornou-se importante, seja na sua função de Oficial-Chefe de Comunicações dentro da nave, como também durante os combates. No caso de Jaylah (Sofia Boutella), sua participação ganha amplo destaque no decorrer da trama, com seu estilo imponente e ameaçador, que vem a tornar-se uma das principais protagonistas.

O vilão Krall foi bem explorado, e suas motivações foram ao estilo do que já estamos acostumados em ver em Star Trek. O poder de sua frota espacial é imponente, no entanto, ela não se difere tanto do grau de perigo exercido pelos vilões anteriores.

Por fim, rever a destruição da USS Enterprise, mais uma vez (já destruída em filmes passados antes do reboot), é o clímax do enredo. Toda sua beleza é destacada durante seus primeiros momentos, uma verdadeira “nave de estimação” para Kirk e os tripulantes o que fortalece ainda mais a tristeza de vê-la sendo destruída.

“Star Trek: Sem Fronteiras” é um prato cheio para quem gosta de clássicos de ficção científica, pois entende perfeitamente o tamanho da franquia que faz parte, não se superestimando perante outros filmes de ficção. Assim, ‘‘Sem Fronteiras’’ é um grande filme, feito não só para fãs, mas para todos que gostam de uma boa aventura.

 

Ficha técnica:

Gênero:  Ação e Ficção Científica

Direção: Justin Lin

Produção:  J.J Abrams, Roberto Orci, Lindsey Weber e Justin Lin

Roteiro: Simon Pegg e Doug Jung

Duração: 123 minutos

Classificação: 12 anos

Ano: 2016

Música: Michael Giacchino

 

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