Médicos Sem Fronteiras realizaram atividades na Unifor

Por Camila Magalhães, Davi Piancó e Matheus Miranda

A Unifor proporcionou a realização da palestra destinada aos Médicos Sem Fronteiras (MSF), na última quarta-feira (16). A conferência que foi realizado no  no auditório A3 da Unifor, teve como assunto principal o tema ‘‘Trabalhe para o Médico Sem Fronteiras’’. Com o objetivo em buscar profissionais que queiram construir uma carreira na organização, o MSF possibilitou um debate com os seus integrantes junto ao público que se interessa em filiar-se a corporação.      

Segundo a psicóloga e palestrante Mariana Fraga, 34, filiar-se aos Médicos Sem fronteiras é uma escolha muito gratificante. ‘‘Quando você decide juntar-se a equipe do MSF, faz mais do que uma escolha profissional, faz também uma opção de vida. Nossos profissionais são pessoas que, acima de tudo, acreditam no trabalho humanitário imparcial, neutro e independente onde proporcionamos várias formas de ajudar pelo mundo afora’’. Mariana ainda comentou sobre como as equipes médicas são compostas por profissionais estrangeiros – os chamados ‘‘expatriados’’ – e são contratados localmente para o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras.

‘‘Nossos profissionais são pessoas que, acima de tudo, acreditam no trabalho humanitário  imparcial, neutro e independente onde proporcionamos várias ajudas pelo mundo afora’’ (Mariana Fraga)

Como se tornar um MSF?

Para se tornar um MSF, é um processo um tanto complexo, mas que vale muito a pena. Como afirma Pedro Armenio, 26, que trabalha na área de Logística do projeto. “É necessário ter o Inglês, o Francês e o outra língua que possa ser usada nas missões [como é conhecido as viagens para ajudar os países onde o MSF atua]. Você ainda acaba aprendendo um pouco do idioma local, devido a passar longos períodos naquela localidade.” Pedro afirma sempre ter pensado em atuar na área humanitária, com um trabalho que tivesse impacto positivo na vida de outras pessoas. E viu no MSF a chance de dar um auxílio para aqueles que mais necessitam.

“É necessário ter o Inglês, o Francês e o outra língua que possa ser usada nas missões.[Como é conhecido as viagens para ajudar os países onde o MSF atua] Você ainda acaba aprendendo um pouco do idioma local, devido a passar longos períodos naquela localidade” (Pedro Armenio)

Por ser o único homem branco da comunidade, na localidade do Zimbábue, aprender um pouco do idioma local com o passar do tempo, foi de grande ajuda, pois teria que tratar com a população local, e até mesmo em diálogos com o governo da região, aproximando-se com os moradores. Pedro explica que o profissional tem poder de escolha ao receber o chamado do MSF. O candidato pode ter um pouco de poder de escolha para onde pode ir. “Eu voltei do Zimbábue agora em Novembro, e conversei com meu gestor de carreiras, para ir somente em Janeiro, porque eu queria passar o natal com minha família. Em janeiro, eu já recebi a proposta para ir para a próxima missão”.

Após a palestra, o Jornalismo NIC ouviu a opinião da estudante de psicologia, Andréia Oliveira, 42, sobre o porquê do seu interesse em se juntar aos Médicos Sem Fronteiras. ‘‘A motivação é exatamente essa! Dá sentido a minha profissão como psicóloga. Primeiro, que todos somos humanos e acho que nesse sentido, não importa o local, nós temos que ajudar essas pessoas necessitadas de qualquer forma, é utilizar a minha profissão, para estar saindo dessa idéia capitalista, mercadológica e reverter o nosso fazer profissional em prol da sociedade’’. Andréia ainda comentou que o trabalho que esse grupo faz é extremamente importante não só para o povo Africano, mas também, para a humanidade.

‘‘Nós temos que ajudar essas pessoas necessitadas de qualquer forma, é utilizar a minha profissão, para estar saindo dessa idéia capitalista, mercadológica e reverter o nosso fazer profissional em prol da sociedade’’(Andréia Oliveira)

Desse modo, o Médico Sem Fronteiras é um programa de bastante aprendizado na vida daqueles que participam. Além de ser um voluntário no exterior, há possibilidade de ser um doador aqui mesmo no Brasil. Assim, essa organização humanitária internacional vem salvando muitas vidas ao redor do mundo,  pois a organização desde 2015,  já atendeu mais de 9 milhões de pessoas em 60 países diferentes.

Infografia: Ravelle Gadelha

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php